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Falta de morgue preocupa autoridades sanitárias da Quibala

CASIMIRO JOSÉ | Quibala

O director do Hospital Municipal da Quibala, Carlos Cassoma, disse na quarta-feira, ao Jornal de Angola, que a falta de uma morgue na unidade hospitalar tem dificultado a conservação de corpos, cujas mortes resultam, fundamentalmente, de acidentes de viação.

 

O director do Hospital Municipal da Quibala, Carlos Cassoma, disse na quarta-feira, ao Jornal de Angola, que a falta de uma morgue na unidade hospitalar tem dificultado a conservação de corpos, cujas mortes resultam, fundamentalmente, de acidentes de viação.
Carlos Cassoma disse que muitas vezes os serviços comunitários da Administração Municipal são obrigados a enterrar os corpos e mais tarde surgem os familiares, situação que tem criado embaraços.
O director do hospital considera urgente a resolução do problema, devido à localização geográfica da sede municipal da Quibala, que serve de eixo entre o litoral e o centro, leste e sul do país.
“Já registámos casos que nos deixaram tristes, em que um cadáver foi encontrado à beira da estrada sem identificação e após a sua remoção tivemos de o sepultar, pois não havia condições de conservação por muito tempo. Só mais tarde apareceram os seus familiares”, lembrou.
A sinistralidade rodoviária foi apontada pelo director do hospital como o terceiro motivo de mortes e, com a redução progressiva da malária, pode, nos próximos tempos, ocupar o segundo lugar. Carlos Cassoma apela por isso à população para que tenha mais cuidado quando estiver a conduzir motociclos ou viaturas.
“Uma das conquistas dos últimos meses foi a redução da malária. Através do programa de luta anti-vectorial, o quadro actual apresenta indicadores de 177 casos diagnosticados em Agosto, 38 em Setembro e 33 em Outubro do corrente ano, o que demonstra o êxito do programa”, disse.

Testes de VIH/SIDA

Maior preocupação provoca-lhe a fraca adesão de cidadãos aos testes de VIH/Sida, apesar da disponibilização dos serviços. Dos 700 cidadãos testados, durante o ano, oito tiveram resultados positivos.
De acordo com Carlos Cassoma, “os dados podem ser baixos, mas se tivermos em conta que a população do município é estimada em 122.415 habitantes, os indicadores podem ser assustadores”.

Falta de técnicos qualificados

A procura dos serviços do hospital implica a existência de um quadro técnico compatível com as exigências actuais. Para adequar o actual à realidade, o director defende a formação permanente dos técnicos básicos e médios. Prestam serviços no hospital 53 técnicos básicos e apenas dois são de nível médio, auxiliados por quatro médicos, dos quais um nacional e três estrangeiros.
Carlos Cassoma aconselha a população a aparecer em massa nas campanhas de vacinação e pede às mulheres para cumprirem rigorosamente as consultas de pré-natal e puericultura e cuidarem da alimentação.

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