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Familiares abandonam cadáveres nas morgues

Estanislau Costa| Lubango

Muitas famílias abandonam os cadáveres nas duas morgues do Hospital Central do Lubango Dr. António Agostinho Neto, situação que tem dificultado o trabalho dos técnicos da área.

Situação preocupa à direcção do hospital que apela o bom senso para com o ente querido
Fotografia: Arimateia Baptista|Lubango

A directora do Hospital informou ontem facto ao Jornal de Angola e acrescentou que a prática tornou-se recorrente no presente ano.
Antónia Constantino criticou os familiares que procedem desta forma por “não estarem a honrar uma das recomendações das sagradas escrituras”.“Enterrar os mortos é uma das obrigações humanas e quando uma família se confronta com um caso do género, há muita solidariedade para fazer com que as coisas corram bem”, disse.“Ninguém aparece para saber o estado do ente querido. Quando morre, o corpo fica mais de uma semana na morgue à espera que os parentes se pronunciem”, referiu.
A directora revelou que há também casos de corpos encontrados nas ruas da urbe que os agentes da Polícia Nacional recolhem e vão também parar à morgue, onde se aguarda a reclamação dos familiares. A Direcção do Hospital estabeleceu, devido ao reduzido espaço das câmaras com apenas 33 gavetas, um período de 72 horas, para que os parentes tenham a oportunidade de encontrar o falecido e procederam ao funeral. Após o tempo estipulado o corpo passa à condição de abandonado.
Os regulamentos indicam que a Direcção do Hospital Central do Lubango deve fazer um contacto prévio com a Administração Municipal do Lubango para criar condições e realizar os funerais.

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