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Famílias da comunidade San apostadas no cultivo do milho

Um total de 250 famílias da comunidade San, localizadas na área da Hupa, no município de Cacula, província da Huíla, foram, em 2016, integradas em projectos agrícolas.

No âmbito de um programa que visa melhorar a qualidade de vida do grupo, informou ontem à Angop a administradora da circunscrição.
Carmem Duarte disse que as famílias receberam da administração mais de dois mil hectares de terra, onde cultivaram milho, massambala, massango e outros produtos agrícolas.
A responsável considerou o povo San nómada e que sobrevivia da recolha de frutos, e da caça  e por isso, referiu que a agricultura constitui algo novo para o grupo. Para materialização deste projecto, a direcção da agricultura disponibilizou sementes e fertilizantes.
“As famílias também têm sido apoiadas com bens alimentares diversos pela administração municipal. A aposta desta comunidade na  produção agrícola tem sido boa, pois, a mesma  já não depende cem por cento de apoios”, realçou a responsável.

Projecto agro-pecuário

Um novo projecto agro-pecuário de iniciativa privada, denominado “Vida Melhorada”, que visa a criação de gado diverso e a produção de bens alimentares, está a ser implementada este ano, numa superfície de 100 hectares, no município da Matala, província da Huíla, com  apoio do governo. Trata-se de um projecto ligada à agricultura, suinicultura, aquicultura, avicultura,  e a construção de um centro de formação profissional que será denominada “Escola de Altos Estudos Tecnológicos da Matala”, informou à Angop, o responsável do projecto, António Jorge Mora.
O programa  de trabalhos vai arrancar, numa primeira fase, com um projecto trienal de criação do sistema de auto-sustento, que consiste na criação de condições alimentares e na construção de infra-estruturas para acomodar os trabalhadores.“Estamos a trabalhar, mas antes temos de criar as condições. Portanto, é isso que estamos a fazer agora”, precisou o responsável.
Sem revelar o valor a ser investido no projecto, disse que a empreitada conta com o apoio do Executivo angolano, no âmbito do programa de aumento da produção nacional e diversificação da economia.
Pelo menos 860 postos de trabalho serão criados no projecto, 15 dos quais para área administrativa, 390 para construção civil, 78 para avicultura, 50 para aquicultura, 70 para suinicultura, 250 para agricultura, 15 para restauração, 20 para pastelaria e 20 para fábrica de chouriço.

Formação técnica

Os trabalhadores a serem inseridos no projecto vão beneficiar de uma formação técnico-profissional para melhorar o seu desempenho, disse.O município da Matala dista 180 quilómetros a leste da cidade do Lubango, província da Huíla, e conta com uma população estimada em 243.938 habitantes.

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