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Famílias desalojadas pela chuva beneficiam de donativo da RNA

Domingos Mucuta | Lubango

Centenas de famílias desalojadas pelas chuvas nos municípios da província da Huíla estão a receber apoios da Protecção Civil, como resultado da corrente de solidariedade que mobilizou entidades singulares e colectivas, numa iniciativa da Rádio Nacional de Angola.

Mais de cinco toneladas de bens diversos foram recolhidas pela emissora provincial
Fotografia: Jornal de Angola

Centenas de famílias desalojadas pelas chuvas nos municípios da província da Huíla estão a receber apoios da Protecção Civil, como resultado da corrente de solidariedade que mobilizou entidades singulares e colectivas, numa iniciativa da Rádio Nacional de Angola.
As cinco toneladas de bens diversos arrecadados durante a campanha, que decorreu no passado mês de Abril, foram entregues no sábado pelo vice-governador para a Área Política e Social, José Arão Nataniel, aos Serviços de Protecção Civil e Bombeiros, para socorrer as mais de 250 famílias vítimas da chuva.
O chefe de programas da emissora provincial da Huíla, Prazer dos Santos, referiu que o donativo é composto por roupa usada, calçado e bens alimentares, como arroz, farinha de milho, sal, óleo, açúcar, feijão, peixe, seco, chouriço, salsichas e outros. 
O porta-voz da Protecção Civil, João Saldanha, explicou que os bens vão, esta semana, chegar a mais de mil pessoas afectadas pelas chuvas, nas comunas e aldeias dos municípios da Chibia, Matala, Quipungo, Jamba, Caconda, Kuvango e Humpata.
João Saldanha garantiu que, além dos bens doados pelos cidadãos, através da Rádio Nacional de Angola, os serviços de Protecção Civil e Bombeiros, a nível central, disponibilizaram outros apoios de emergência, para acudir os sinistrados. “Temos produtos como roupa usada, chapas e tendas para acolher temporariamente as famílias cujas casas foram destruídas pela água da chuva. Estes bens ainda não são suficientes, mas vão ajudar a minimizar as necessidades das pessoas”, referiu. 
Prazer dos Santos agradeceu o gesto de solidariedade da população do Lubango, antes de anunciar que o período da campanha “Mãos Solidárias” foi alargado para mais um mês, para permitir que mais pessoas contribuam e minimizar as dificuldades das pessoas afectadas pela chuva.

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