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Famílias em zonas muito precárias têm lotes para construção segura

Estanislau Costa | Gambos

O aumento das áreas agrícolas para diversificar o cultivo de alimentos e reduzir os efeitos da seca nas famílias residentes no município dos Gambos, a 150 quilómetros a sul da cidade do Lubango, motivou a Direcção Provincial da Agricultura em parceria com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) a integrar  1.110 camponeses.

Camponeses que ainda não foram abrangidos pelo projecto manifestaram interesse em fazer parte e solicitaram o alargamento da actividade
Fotografia: Estanislau Costa|Huíla

Os produtores contemplados na primeira fase do projecto, que conta também com o apoio da organização não governamental World Vision, já lavraram mais de 20 hectares com culturas de mandioca e batata-doce de fácil adaptação em zonas com acentuada escassez de água.
 O representante da região sul da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), Matteo Tonini, que avançou os dados à imprensa, considerou positivo o desenvolvimento das plantas e recordou que os promotores e executores do projecto estão satisfeitos com a boa germinação das culturas.
Matteo Tonini admitiu que a evolução das plantas de mandioca e de batata-doce está a cativar outros camponeses a aderirem ao programa, realçando que, em função disso, muito  camponeses das localidades que ainda não foram abrangidas pelo projecto agrícola manifestaram interesse em fazer parte e solicitam o alargamento da actividade o mais breve possível.
 Até ao momento, foram já plantadas mais de 20 mil estacas de mandioca. Para o efeito, foram distribuídos, a cada produtor, instrumentos de trabalho, fertilizantes, reservatórios de água e outros bens.
O Instituto de Desenvolvimento Agrário (IDA) e parceiros procederam à entrega de meios diversos e prestaram assistência técnica a mais de 240 mil famílias residentes nas zonas rurais com o propósito de fortalecer a capacidade produtiva e incentivar o aumento das zonas produtivas.  A potencialização da agricultura familiar envolveu além do IDA, o Programa de Fomento Agrícola (PFA), a Caritas de Angola, o Programa da Estação de Desenvolvimento Rural (PEDR), a Igreja Visão Mundial, a Acção de Desenvolvimento Rural e Ambiente (ADRA) e as organizações Adespov, Ocadec e CRS.
 O resultado das acções levadas a cabo corresponderam às expectativas, tendo-se, na primeira fase das colheitas, atingido mais de 260 mil toneladas de bens diversos, entre os quais cereais (milho, massango e massambala), feijão e hortaliças.
 
Municípios mais produtivos


O relatório da Direcção Provincial da Agricultura a que o Jornal de Angola teve acesso, espelha que os municípios mais produtivos são os considerados triângulo do milho, nomeadamente Chicomba com mais de 44 mil toneladas, Caconda com 31.474, Chipindo com 17.384.
Seguem depois Caluquembe com uma cifra de 38.134, Matala 35.169, Quipungo 30. 544 e Jamba com 19.402.
 Os dados da Direcção Provincial da Agricultura atestam que as safras referenciadas foram feitas num espaço global de 286. 243 hectares. Foram para o sucesso da lavoura distribuídas 64,4 toneladas de sementes de milho, 70 de batata-doce e um número considerável de fertilizantes diversos e imputes agrícolas.

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