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Famílias fortalecem actividade agrícola

Arão Martins | Lubango

Um universo de 5.687.444 de habitantes das províncias do Huambo, Namibe, Huíla e Cunene é abrangido pelo projecto de Fortalecimento da Resiliência da Agricultura Familiar em Angola (FRAFA), apresentado ontem no Lubango pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento.

Iniciativa contribui para reduzir a pobreza e a vulnerabilidade à inseguração alimentar
Fotografia: Arimateia Baptista

A gestora do projecto e responsável da secção de desenvolvimento rural, Susana Martins, esclareceu que a acção vai contribuir para reduzir à pobreza e a vulnerabilidade à insegurança alimentar.
Informou que as mulheres representam 52,6 por cento da totalidade da população abrangida, que habita maioritariamente no meio rural e apenas 38 por cento no meio urbano.
As áreas de intervenção foram definidas, para que se aumente a resistência aos choques, adaptação à mudança do clima e do solo e conservação e gestão da água e da biodiversidade.
Outras áreas de intervenção dizem respeito ao desenvolvimento de abordagens inovadoras de sistemas de seguro de colheitas, com destaque para o índice de tempo e de trabalho, de mecanismos para aumentar a eficácia das redes de segurança, com vista a fazer face aos riscos relacionados com o clima.
O apoio à definição de sistemas de alerta eficientes e sustentáveis para seca, inundações, tempestades e desertificação, assim como promover a cooperação, investigação, transferência de tecnologia, inovação e conhecimento com a União Europeia nas áreas da segurança alimentar, nutrição e agricultura sustentável, de forma a beneficiar os pequenos produtores agrícolas, constituem outras áreas prioritárias.
 A gestora do projecto e responsável da secção de desenvolvimento rura, Susana Martins, esclareceu que constitui ainda prioridade o aumento da resiliência dos pequenos agricultores e famílias, introduzir novas técnicas agrícolas mais sustentáveis e adaptadas às mudanças climáticas, apoiar a conservação e recuperação do solo.
A gestão e conservação da á­gua, as técnicas sustentáveis de gestão da terra, a introdução de variedades de sementes e estirpes, que tolerem melhor as mudanças dos padrões climáticos, colheita e diversificação de variedades, entre outros, também são prioridades. O projecto de Fortalecimento da Resiliência da Agricultura Familiar em Angola é financiado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento.

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