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Famílias realojadas recebem casas no Lubango

Estanislau Costa | Lubango

Um número considerável de famílias que habitavam em zonas de risco e nos locais onde são construídas as novas avenidas da cidade do Lubango foi contemplado com casas do tipo T2, erguidas na nova centralidade da Eywa.

Província está incluída no plano de estrategias prioritárias de combate à doença traçado pelo Instituto Nacional de Luta Contra a Sida
Fotografia: Arimateia Baptista|Huíla

O Jornal de Angola constatou que, de cerca de 200 famílias abrangidas no processo de realojamento, sete já foram transferidas para a zona onde estão a ser construídas 200 moradias e implantadas infra-estruturas essenciais à comodidade das pessoas.
O governador provincial da Huíla, João Marcelino Tyipinge, que procedeu à entrega das casas aos primeiros moradores, disse tratar de moradias condignas e em áreas urbanizadas e lembrou que o acto constitui a melhor via de reintegração dos populares, principalmente as crianças, em zonas seguras e confortáveis.
 A moradias possuem dois quartos, sala comum, casa de banho, cozinha e dispensa. João Marcelino Tyipinge reconheceu que as habitações são favoráveis ao bem-estar e desenvolvimento das famílias, contrariamente aos casebre erguidos em zonas impróprias, em risco iminente, sem condições de saneamento básico. O governador entende que as famílias que viviam na zona da centralidade da Quilemba, onde estão a ser erguidos 11 mil fogos habitacionais, merecem habitar em locais requalificados e seguros. Por isso, referiu, o processo de realojamento passou por várias negociações para que tudo fosse feito de forma pacífica.
Maria Daniel, 40 anos, com quatro filhos, beneficiária de uma das casas, enalteceu o governo provincial da Huíla por criar boas condições habitacionais e estar a realojar as famílias sem confusão ou descontentamento.“Agora temos casa de verdade e com quintal grande, sofremos muito na nossa casa antiga que era de adobe e as paredes corriam o risco de cair, porque as paredes estavam tortas. A água da chuva infiltrava-se e várias vezes os meliantes roubaram os nossos haveres, porque a porta não tinha segurança”, disse Maria que projecta juntar dinheiro para vedar o quintal.
 Manuel Faria, outro dos beneficiários, cuida da família composta por esposa e seis filhos. Afirmou estar satisfeito por ter uma casa e um quintal espaçoso numa área urbanizada com as condições necessários. “É de facto um sonho transformado em realidade. O governo deu-me uma casa de construção definitiva, segura e espaço para as crianças brincarem e desenvolver pequenos negócios.”
 A área de realojamento das populações que vivem em zonas abrangidas nos projectos de impacto social é estimada em 40 hectares, com casas em terrenos de dimensões de mil metros quadrados, escolas, postos de saúde, espaços de lazer e recreação.
 
Habitação na Humpata

A conclusão das obras de construção das primeiras 80 casas do tipo T3, dos 200 fogos habitacionais previstos para o município da Humpata, 20 quilómetros a oeste da cidade do Lubango, vai favorecer a fixação de quadros de várias especialidades para contribuir para o progresso da localidade.
Os jovens professores e outros técnicos que diariamente se deslocam para a vila da Humpata, saídos do Lubango, estão ansiosos pelo início da distribuição para se candidatarem a uma casa. No quadro da execução do Programa Municipal Integrado de Desenvolvimento Rural e Combate à Pobreza e Programa de Investimentos Públicos, a Humpata ganhou quatro novas escolas do ensino primário, dois postos de saúde e a reabilitação de outros 12 postos sanitários.

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