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Famílias recebem mosquiteiros tratados

Estanislau Costa | Lubango

Mais de seiscentas mil famílias residentes nas zonas urbanas e rurais da província da Huíla vão, até final deste ano, ser contempladas com mosquiteiros tratados com insecticida impregnada de longa duração, no âmbito da materialização do programa de combate e prevenção da malária, garantiu a directora provincial de Saúde Pública e Controlo da Endemias.

Crianças e mulheres em estado de gestação são as principais vítimas da doença daí a necessidade da utilização de mosquiteiros impregnados
Fotografia: Estanislau Costa | Huíla

Fátima Barros disse que os mosquiteiros impregnados serão distribuídos nos municípios de Caluquembe, Cacula, Quipungo, Chibia, Chicomba, Gambos, Humpata e Lubango e ainda nas comunas com casos acentuados, como da Waba (Caconda) e Dongo (Jamba).
A directora provincial de Saúde Pública e Controlo de Endemias da Huíla, Fátima Barros, informou que foram já capacitados 300 activistas que estarão envolvidos nas campanhas de sensibilização e mobilização sobre os cuidados necessários, para se evitar o contágio da doença, e na distribuição dos mosquiteiros.
Os activistas estão agora melhor actualizados sobre as formas de lidar com as comunidades rurais, no caso do uso de línguas nacionais, para melhor explicarem as formas do uso de mosquiteiros, insecticidas e seus tipos e as formas caseiras para se eliminar o vector transmissor, entre outros.
 A directora da Saúde Pública apelou às famílias das zonas abrangidas para receberem sem receio os activistas que estão a passar pelas casas para colecta de dados diversos e fazer a entrega do “cartão de mosquiteiro”, que deve ser bem conservado até ao dia da entrega do protector. A campanha consta da Estratégia Nacional de Controlo da Malária, implementada com o propósito de conter os índices de mortalidade de crianças, adultos, mulheres em gestação e outros. Esta actividade deve envolver todos para que a doença deixe de ser a principal causa de óbitos em Angola.
A responsável informou, por outro lado, que, durante o primeiro trimestre deste ano, foram registados mais de 807 mil casos de malária, 546 dos quais resultaram em óbitos, 6. 445 casos positivos em relação a igual período de 2015, tendo em conta as acções de prevenção levadas a cabo. Os habitantes do bairro Comandante Cow-Boy, no Lubango, congratularam-se com o trabalho desenvolvido pelos activistas nas casas que passam por ensinar os métodos mais simples de combate à propagação do mosquito causador da malária, uma acção, que, segundo eles, dispensa dispêndio de recursos financeiros.
Sanislau Ananaz, 12 anos de idade, contou ao Jornal de Angola que, desde o dia em que os activistas ensinaram as formas de combater o mosquito, nunca mais deixaram acumular, por muito tempo, água residuais em recipientes diversos. “Aprendemos ainda que os mosquitos também nos ferram de dia, por isso, antes de dormir devemos antes sacudir o quarto com uma toalha”. Ao todo, 5,8 milhões de dólares foram disponibilizados no ano transacto pela Agência Norte-americana para o Desenvolvimento Internacional (USAID), com vista a apoiar a execução do programa “Eye Kutoloka”, que visa combate a malária no país.
O coordenador do projecto em referência, Paulo Máquina, disse que a acção, com a duração de dois anos, permitiu a aquisição de 1.169.300 mosquiteiros impregnados com insecticida de longa duração.

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