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Famílias vão para zonas mais seguras

Mais de mil famílias que vivem em zonas de risco nos bairros do Tchioco e Canguinda, vão ser transferidas para áreas seguras e de maior conforto nos bairros Eywa, Mitcha e Tchavola, anunciou ontem o administrador municipal do Lubango.

Autoridades da Huíla empenhadas em prevenir tragédias por causa das chuvas
Fotografia: Arimateia Baptista | Lubango

Segundo Francisco Leonardo, depois de concluída a transferência destas pessoas, a administração do município vai dar início a um trabalho de acompanhamento permanente no campo de intervenção psicológica, a ser desenvolvido com apoio de universidades públicas e privadas, na perspectiva de diminuir o trauma da tragédia que abalou a sociedade em Fevereiro quando 34 pessoas morreram por causa das chuvas.
Francisco Leonardo disse que a administração retomou este ano o processo de catalogação, com base num mapa denominado Geo-Referenciação, para inventariar todas pessoas que vivem em zonas de risco com o objectivo de serem integradas no Plano Director da cidade o Lubango.
O Serviço de Protecção Civil e Bombeiros encerrou na passada quarta-feira, as buscas das pessoas afetadas pelas enxurradas do dia 29 de Fevereiro último, no Rio Capitão e Canguinha em que morreram 34 pessoas. Em conferência de imprensa, o comandante daquele organismo do ministério do Interior, José Pedro Catraio, fez saber que as operações de resgate duraram 17 dias consecutivos, e permitiram a remoção dos cadáveres e atendimento de vários sinistrados.
Salientou que dos corpos encontrados, 19 foram do sexo masculino e 15 feminino, entre 14 e os 76 anos de idade. José Pedro Catraio destacou a participação da população que foi denunciando o desaparecimento de familiares o que ajudou bastante nas operações de busca e salvamento.
Disse haver ainda a reclamação de familiares de três pessoas que continuam desaparecidas, pelo que prosseguem trabalhos de vigilância e de monitorização dos rios e suas margens, na esperança de vir a resgatar os corpos ou qualquer indício que leve à sua localização. Os corpos das primeiras 23 vítimas foram enterrados no cemitério do Mutundo, arredores do Lubango.

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