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FAO certifica mel produzido na Huíla

O mel produzido na província da Huíla vai ser certificado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), em Fe-vereiro de 2020.

Fotografia: DR

O objectivo é permitir que os apicultores locais passem a comercializar o produto nos mercados formais e até pensar em exportá-lo, já que a província tem uma produção estimada em mais de dois mil litros de mel vendidos de forma bruta.
Para este fim, o Instituto de Desenvolvimento Florestal (IDF) na Huíla aguarda por uma equipa de técnicos da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), que vai avaliar a qualidade do produto, higiene no processo de produção e conservação.
O director do IDF na Huíla, Abel Zamba, disse à Angop que a equipa da FAO vai, igualmente, certificar e exigir montagem de centrifugadoras e outros equipamentos nas associações de apicultores.
O responsável explicou que os apicultores na província não vendem com facilidade, pelo facto do produto não ser reconhecido internacionalmente, pois pelos métodos usados e pela falta de certificação, os empresários não compram, daí esperam que, com a visita dos técnicos da FAO, a situação possa ser invertida.
Precisou que o instituto já formou duas associações de apicultores, com 60 pessoas no total, nos municípios da Jamba e Cuvango, até Abril do ano em curso. As mesmas já estão a trabalhar com parte do material, aguardando por mais de 20 colmeias do tipo Langstroth.
“A ideia da colmeia é evitar os métodos tradicionais. Se no trabalho artesanal sai cinco litros, com a colmeia Langstroth tira-se 30 litros de mel, sendo preciso posteriormente decantar o produto, passar por uma centrifugadora para o mel sair limpo e conservado e posteriormente vender para os supermer- cados”, explicou.
Abel Zamba disse que cada associação vai ter, até final do ano em curso, 20 colmeias para produzir mais de 400 litros de mel por ano, processo que requer mais investimentos e valorização dos apicultores, sejam tradicionais ou modernos.
Destacou a necessidade da iniciativa não ser apenas do Ministério da Agricultura e Florestas, mas do Governo local, organizações não governamentais e empresários, por ser uma actividade que pode ajudar na segurança alimentar e nutricional das comunidades, uma vez que o mel está na lista dos produtos que não devem ser exportados.
Abel Zamba referiu que a intenção das formações é dotar os apicultores de co-nhecimentos para lidar com o produto e dentro das práticas artesanais, os associados possam introduzir técnicas modernas de produção e processamento de mel, para que o mesmo seja atraente no mercado e assim alastrar o programa para outros municípios.
A província da Huíla é um potencial produtor de mel, cujos municípios mais promissores são Jamba, Chipindo, assim como o corredor de Caconda e Caluquembe.

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