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Fertilizante nacional melhora produção

Estanislau Costa | Lubango

Produtores agro-industriais dos perímetros irrigados da Matala, Ngangelas e zonas de sequeiro da província da Huíla estão a usar diversos fertilizantes granulados e solúveis fabricados por uma empresa local.

Agricultores satisfeitos com os avanços
Fotografia: Arimateia Baptista | Huíla

O produtor Fernando António, da Cooperativa 1º de Maio, que explora dezenas de hectares do perímetro irrigado da Matala, disse ao Jornal de Angola que os atrasos e falta de fertilizantes de vários tipos estão agora a ser ultrapassados.
As preocupações relacionadas com a preparação de terras para a lavoura, aquisição de sementes, fertilizantes e o processo de escoamento das safras estão a ser resolvidos paulatinamente, através de projectos direccionados para o sector da agricultura.
Os agricultores das províncias da Huíla, Namibe e Cunene passam doravante a desenvolver a actividade agrícola de forma mais cómoda, por deixarem de se preocupar com o processo de importação de adubos e com os métodos de utilização.
O produtor da Humpata, Alberto Francisco, realçou que o maior desejo dos agricultores é dedicarem-se apenas ao cultivo e mais nada. O escoamento, importação de fertilizantes e outros pressupostos são tarefas para terceiros. Por isso, é um o arranque da produtora de adubos e a criação de condições para o seu uso são um valor acrescentado.
O empreendimento, localizado nas imediações da centralidade da Eywa, foi planeado para produzir 4.500 toneladas de fertilizantes granulados por mês e 180 toneladas de solúveis, assim como aprontar sólidos-sacos.
O responsável da empreitada no Lubango, Jorge Pinto, anunciou a aquisição de equipamentos especializados para a montagem de um laboratório especializado destinado a determinar a qualidade dos solos. Numa primeira fase, criou 120 postos de trabalho e o pessoal enquadrado é formado em diversos ramos.
O material necessário para a sala de análises de solos já está a ser instalado numa área com condições para o efeito. Jorge Pinto explicou que os pequenos e grandes agricultores vão receber apoio técnico, de modo a utilizarem as culturas no momento certo e em solos qualificados.
“Os fertilizantes não devem ser utilizados sem estudos prévios que indiquem a quantidade, tipos de minerais e outros dados agrários da área de cultivo. Quando assim se procede, as plantas correm o risco de não se desenvolver e as colheitas diminuem consideravelmente”, explicou.
A unidade produtora de fertilizantes, orçada em 800 milhões de kwanzas, é financiada pelo Banco de Desenvolvimento Angola (BDA).

Ração diversificada


O fornecimento de ração diversificada para o desenvolvimento do gado é assegurado pela Huílavent. O empreendimento, cuja implantação custou 400 milhões de kwanzas, prepara, há três anos, alimentos capazes de enriquecer a dieta animal.
O responsável da Huilavent, Álvaro Sampaio, afirmou que o imóvel está a corresponder à procura. “Valeu a pena a inovação das rações, por haver muita procura, e já é visível observar no pasto das províncias da Huíla, Namibe e Cunene gado bovino com bom aspecto devido ao uso da ração”.

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