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Finalistas na Huíla pedem oportunidades de estágio

João Luhaco | Lubango

Finalistas dos cursos de Engenharia, Economia e Direito, das unidades orgânicas da Universidade Mandume ya Ndemufayo (UMN), afecta à 6ª Região Académica, integrada pelas províncias da Huíla e Namibe, solicitaram na sexta-feira aos empresários filiados na Associação Agro-Pecuária, Comercial e Industrial (AAPCIL), da Huíla, a promoção de mais oportunidades de emprego para os novos quadros.

Reunião entre empresários e universitários aborda inserção no mercado de trabalho
Fotografia: arimateia baptista | edições novembro | lubango

Os estudantes, que reuniram com os empresários filiados na Associação Agro-Pecuária, Comercial e Industrial da Huíla (AAPCIL), para abordar os métodos de captação de quadros, dificuldades encontradas na colocação laboral e as novas metodologias na procura de emprego, reconheceram o papel do sector privado na criação de emprego, já que o Estado é incapaz de absorver todos os quadros que terminam o ensino superior nas mais variadas áreas.
O encontro é o primeiro resultado do protocolo recentemente assinado entre a UMN e a AAPCIL, no qual foram rubricados acordos de cooperação destinados a contribuir para a promoção de conhecimentos e de acções conjuntas de pesquisa para a inovação tecnológica e capacitação, por meio de estágios profissionais, com vista a melhorar o perfil de saída dos estudantes e efectivar a relação universitária, empresarial e a sociedade, ao serviço do desenvolvimento sustentável da região sul e não só.
O vice-reitor para a Área Administrativa da UMN, Sebastião António, informou que o evento foi concebido para se debruçar essencialmente sobre a importância do estágio profissional, para que os fundamentos teóricos adquiridos pelos estudantes durante as aulas sejam colocados em prática, numa vivência quotidiana, no sector produtivo.
Sebastião António explicou que o estágio é encarado como uma actividade educativa supervisionada, podendo ser vista também como uma ferramenta que se coloca na mão do estagiário, tendo como objectivo a aprendizagem, a aquisição de habilidades e competências específicas da profissão que se pretende exercer no futuro.
Pediu aos estudantes para verem no estágio uma porta de entrada para o mundo profissional. “Têm de encarar a possibilidade de estágio como um momento de preparação profissional assistida, para adquirirem habilidades e competências que vos permitirão, no mundo profissional em que se inserirem, enfrentarem os desafios”, disse.
O secretário geral da AAPCIL, Elísio Lobo, afirmou que, apesar da inoperância de incentivos do Governo, como por exemplo a dedução no imposto por cada estagiário aceite nas empresas e a participação monetária da AGT, para a remuneração inicial dos estagiários, decidiram, mesmo assim, ser essencial colocar em prática o acordo de cooperação assinado com a UMN. Disse que, no contexto actual, o mundo está cada vez mais competitivo, o que obriga os empresários a se adaptarem a uma nova realidade, a fim de assegurarem a sua sobrevivência no mercado.
Reforçou que isto exige mudanças comportamentais dos empresários e modernas formas de gestão tornam-se indispensáveis, para a garantia de um futuro próspero para os seus negócios.
Reconheceu que os protocolos com as universidades e institutos vão permitir um aperfeiçoamento dos serviços e dar uma contribuição às empresas, por ser nestas instituições onde se recruta a mão-de-obra especializada, assim como se promove a cultura associativa mediante a mobilização e melhor organização dos empresários.
Por sua vez, a representante da associação dos estudantes finalistas da UMN, Laura Praia, apontou as principais dificuldades, tais como: a falta de estágios para os estudantes nos cursos tanto técnicos como sociais, o que tem comprometido associar a teoria à prática dos estudantes, a falta de oportunidade de trabalho condicionada à exigência de anos de experiência, a falta de apoio e incentivos a projectos científicos e dificuldades de inserção de pequenos empreendimentos dos estudantes na esfera de negócios, devido aos elevados custos que elas acarretam.
Por seu turno, o empresário António Lemos, em representação da Associação dos Empresários da Huíla, informou aos finalistas que neste momento os empresários atravessam enormes dificuldades financeiras, por isso acautelou que não podem prometer estágios a todos, mas deixou a garantia da possibilidade de alguns empresários poderem ajudá-los a criar currículos.

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