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Financiamentos em curso são aplaudidos na região

Adriano Ngule e Guilhermina Maria Júnior são dois comerciantes, dos 17 previstos no município de Quipungo, que receberem, no acto do lançamento do programa, créditos bonificados, com taxas de juro de 6,7 por cento e prazos de reembolso adaptados às actividades do comércio entre o campo e a cidade.

Adriano Ngule e Guilhermina Maria Júnior são dois comerciantes, dos 17 previstos no município de Quipungo, que receberem, no acto do lançamento do programa, créditos bonificados, com taxas de juro de 6,7 por cento e prazos de reembolso adaptados às actividades do comércio entre o campo e a cidade.
O comerciante Adriano Ngule recebeu do Banco de Poupança e Crédito a quantia de cinco milhões de kwanzas, com prazo de devolução de dez meses.
Explicou ao Jornal de Angola que a sua actividade vai ser feita na povoação de Mirindi, a 15 quilómetros da sede, onde são cultivados, em quantidades consideráveis, vários produtos agrícolas.
“Estou satisfeito com a criação e materialização do programa, por inverter, a partir de agora, a dinâmica do processo de produção e escoamento das culturas dos camponeses, muitos deles concentrados em zonas muito distantes dos centros urbanos, onde está o grosso de consumidores”, disse.
Adriano Ngule sublinhou que já tem organizado os armazéns, transporte todo terreno para escoar os produtos das áreas produtoras para os mercados e os locais estabelecidos para disposição da batata, milho, feijão e hortaliças.
“Tenho criadas as condições para começar a trabalhar e empenhar-me para não defraudar os compromissos com o credor”, disse.
Informou que na povoação do Mirindi os camponeses estão a produzir muito, fruto da execução do programa de Crédito Agrícola de Campanha, que fortaleceu os agricultores com sementes, fertilizantes, instrumentos de trabalho, gado para tracção animal e outros apoios. “Vou dar o meu máximo e estar unido a outros comerciantes, de modo que, a partir destas safras, não haja mais produtos a deteriorar-se no campo, por falta de escoamento, situação que tem provocado muitos prejuízos aos produtores e que inviabiliza honrar os compromisso de reembolso do crédito”, disse Adriano Ngule.
Guilhermina Maria Júnior recebeu um financiamento de sete milhões de Kwanzas, com prazo de reembolso de 72 meses, para erguer infra-estruturas comerciais, com realce para armazéns e lojas: “solicitei o crédito para reabilitação dos meus armazéns e lojas cá na sede do Quipungo”.
A comerciante, com a satisfação estampada no rosto, garante dar prioridade ao armazenamento e comercialização de todos os produtos do campo. “Não há muitos riscos neste processo, por haver muita procura nos mercados urbanos de produtos dos agricultores”.

Fundos disponíveis

O Programa de Promoção do Comércio Rural tem já disponível, para a primeira fase de financiamento, dois milhões de dólares.
 Para se habilitar ao fundo, foram seleccionados, a nível da província da Huíla, 230 grossistas e retalhistas, onde alguns, com a actividade interrompida por falência, criam agora condições para reactivar os seus negócios.

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