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Formação para a prevenção de doenças

Arão Martins | Lubango

A Faculdade de Medicina da Universidade Mandume Ya Ndemufayo  aposta  na atenção primária e secundária integral para a promoção e prevenção, diagnóstico, tratamento e reabilitação da saúde à população, disse ontem a decana da instituição académica.

Academia tem a responsabilidade de estimular a dinâmica para promover a melhoria da qualidade de ensino na busca de excelência
Fotografia: Arimateia Baptista

Ana Gerardo, que falava na abertura das jornadas científicas da Faculdade, disse que a licenciatura em Medicina tem por missão oferecer uma assistência aceitável com alto nível científico, técnico e profissional, dentro dos mais elevados preceitos éticos.
A decana explicou que o licenciado formado pela Faculdade de Medicina da Universidade Mandume Ya Ndemufayo tem previsto um perfil de saída que o possibilita ser capaz de desenvolver acções integrais de saúde ao cidadão, contando com as competências que lhe permitem executar acções de promoção, prevenção, cura e reabilitação dos problemas de saúde-doença.
“Penso que dirigir uma equipa de saúde para o desenvolvimento dos programas de saúde permitem o controlo das doenças transmissíveis e crónicas não transmissíveis, que constituem as principais causas de mortes no país”, esclareceu.
Para isso, Ana Gerardo disse ser necessário que haja por parte dos técnicos uma elevada ética profissional, alta sensibilidade humana e uma projecção coerente, como cuidado do meio ambiente em toda sua acção. Ana Gerardo  chamou a atenção para a necessidade de os médicos manterem permanentemente a actualização científica e técnica, que vai ser aplicada na prática profissional.
O programa geral de estudo inclui seis anos de  curso, organização curricular por semestres e a disciplina curricular distribuída em ciclo de ciências básicas (1.º e 2.º anos), ciclo clínico (3.º e 5.º anos do curso) e ciclo de estágio (6.º ano).

Consolidação contínua

O reitor da Universidade Mandume Ya Ndemuyafo, Orlando da Mata, considerou que as jornadas, sob o lema «Educação Médica Graduada e Prática Médica com Base nas Necessidades Sociais», reflectem a necessidade da consolidação contínua da educação médica e dos serviços de saúde.
“Esta relação afigura-se como um pressuposto para a garantia do alcance das metas estabelecidas nos projectos de cada uma das áreas, aspecto esse reconhecido internacionalmente e expresso em documentos orientadores para a gestão da educação médica”, disse o reitor, que referiu que, no caso particular de Angola, o Executivo traçou políticas gerais e específicas, através do  Programa Nacional de Desenvolvimento, Programa Nacional de Formação de Quadros e Programa Nacional de Saúde, onde se indicam os objectivos e metas num determinado período.
A concretização das referidas políticas só é possível ao estabelecer planos de acção conjunto entre a saúde, educação médica, quer para a formação de pré e pós graduação, quer para a adequação progressiva dos cenários onde se desenvolve o processo de ensino e aprendizagem, disse Orlando da Mata, que explicou que a Faculdade de Medicina da Universidade Mandume Ya Ndemufayo, ao terminar o primeiro ciclo de formação com os primeiros 47 médicos licenciados e actualmente integrados nos serviços de saúde local e outros em formação de pós-graduação, presta o seu contributo ao desenvolvimento do país.
A vice-governadora provincial da Huíla para o Sector Político e Social, Maria João Chipalavela, disse que a academia tem hoje a responsabilidade de fortalecer, estimular as dinâmicas que nos processos de ensino e aprendizagem promovem a melhoria das qualidades de ensino na busca da excelência.
O Executivo dedica especial atenção ao sector da Saúde, melhorando continuamente a rede sanitária, incrementando formas de melhoramento de recursos  humanos.

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