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Fornecimento de energia é insuficiente

Arão Martins | Lubango

As centrais térmicas do Lubango, capital da província da Huíla, precisam de mais de 60 megawatts de potência para o fornecimento de energia eléctrica  ininterrupto a todos os habitantes e infra-estruturas da cidade, informou na terça-feira o chefe de departamento de Exploração da Rede Nacional de Transporte de Electricidade (ERNT) local, Ruben Januário.

Centros de abastecimento na província estão com poucas capacidades para atender à demanda de consumo
Fotografia: Arimateia Baptista | Edições Novembro-Lubango

O responsável da ERNT, que falava à margem da visita do secretário de Estado da Energia e Águas, António da Costa, à estação de Arimba  e à subestação de Canguinda,  disse que a cidade do Lubango tem uma potência instalada de cerca de 68 megawatts, mas apenas 54 estão operacionais. “O fornecimento de energia à cidade é feito apenas através das centrais térmicas de Arimba, que produz 27 megawatts e da subestação de Canguinda, que tem capacidade de 27, 2 megawatts. Ambas têm  potência insuficiente para cobrir as necessidades de mais de 60 megawatts que a cidade precisa. Por isso,  não conseguimos fornecer energia permanentemente aos consumidores”, disse.
 A cidade do Lubango, segundo Ruben Januário, deixou de receber energia da  barragem da Matala, situada a 177 quilómetros, por anomalias na sua albufeira. “Há uma larga temporada que o Lubango não recebe energia da barragem da Matala, por avarias  na sua albufeira. A rede de transportação, de lá até ao Lubango, está completamente operacional. Portanto, tão logo sejam resolvidos os problemas na albufeira, a população do Lubango passará a usufruir de energia daquela barragem”, detalhou.
Na sua explanação à imprensa, o responsável da ERNT salientou que a sua instituição continua a fazer por melhorar os serviços, fornecendo luz a várias partes da cidade alternadamente. “Gostaríamos de ter mais energia e distribuir a todos simultaneamente, mas como não é possível por estamos limitados, fornecemos faseadamente . Acredito, contudo,  que, com os trabalhos que estão a ser desenvolvidos para ampliação das capacidades das centrais térmicas, o actual quadro vai mudar”, assegurou. Interrogado pela reportagem do Jornal de Angola  sobre os investimentos necessários para inverter a actual situação, respondeu que as áreas de produção, transporte e distribuição de energia eléctrica são as que merecem intervenção urgente, sem no entanto revelar os montantes necessários.
 
Mais energia à noite
 O departamento de Exploração da Rede Nacional de Transporte de Electricidade (ERNT) fornece energia a grande parte da cidade  apenas no período  das 16h00 às 7h30 , segundo Ruben Januário,  que alegou que, enquanto permanecerem as dificuldades aludidas, o fornecimento de luz estará sujeito a restrições. “Apesar de estarmos a fazer forçosamente  restrições, temos uma potência disponível para atender aqueles centros de cargas essenciais, incluindo algumas áreas industriais. Portanto, é nesta perspectiva que em muitas áreas da cidade fornecemos apenas a partir das 16 horas até às primeiras horas do dia seguinte”, indicou.
 Para os clientes das zonas residenciais, a ERNT optou por  fornecer  apenas no período da noite, por, segundo Ruben Januário, “ser a altura que a maioria dos consumidores  domésticos se concentra em casa.”
 Para a  quadra festiva, a entidade que distribui energia na cidade do Lubango, esboçou um programa que visa aumentar temporariamente  as suas capacidades  e, consequentemente, fornecer  energia à maioria dos consumidores, permanentemente, durante as festas. “Estamos conscientes de que, durante as festas de Natal e do fim-de-ano, teremos de fazer grandes esforços para garantir energia sistemática a quase toda a população da cidade”, garantiu, sem detalhar os métodos que a ERNT vai utilizar para manter o Lubango aceso no Dia da Família e na noite de Reveillon.

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