Províncias

Fuga de professores preocupa autoridades

Domingos Mucuta | Lubango

A ausência constante de professores nas escolas das aldeias e comunas do município de Caconda, 260 quilómetros a norte da cidade do Lubango, província da Huíla, está a preocupar as autoridades tradicionais, por dificultar o processo de ensino e aprendizagem.

Muitas crianças estão sem estudar
Fotografia: Jornal de Angola

A ausência constante de professores nas escolas das aldeias e comunas do município de Caconda, 260 quilómetros a norte da cidade do Lubango, província da Huíla, está a preocupar as autoridades tradicionais, por dificultar o processo de ensino e aprendizagem.
A preocupação das autoridades tradicionais foi quinta-feira apresentada em Caconda, durante a reunião do Conselho de Auscultação e Concertação Social, ao vice-governador para o sector Económico, Sérgio da Cunha Velho.
Os sobas denunciaram muitos professores admitidos em concursos públicos, para trabalharem no interior do município, que abandonam os alunos, durante várias semanas, alegando “falta de habitação nas aldeias e outros por caprichos próprios”.
As autoridades tradicionais e encarregados de educação reconheceram os esforços do governo provincial na construção de salas nas comunidades e promoção de concursos públicos de admissão de novos docentes.
Alertam que “este esforço está a ser negligenciado por professores que preferem o ambiente urbano a transmitir conhecimentos aos menores que residem nas zonas rurais da província”. 
Sugerem a admissão de pessoal local, com habilitações até à décima classe, para leccionar no I ciclo. Sérgio da Cunha Velho apelou às autoridades administrativas e da repartição da Educação a fiscalizarem as escolas, no sentido de se identificar os faltosos para a sua responsabilização.
“O sector da Educação ocupa uma fatia muito elevada no Orçamento Geral do Estado, cujo dinheiro serve para remunerar os docentes. Então, se estamos a pagar devemos ser mais rigorosos e exigir mais responsabilidade e trabalho”, enfatizou.
O sector da Educação, na comuna de Caconda, admitiu, nos últimos anos, mais de 100 novos professores, para reforçar o ensino primário e secundário do I ciclo, segundo dados revelados pelo administrador, Adão César.

Tempo

Multimédia