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Galangue sem estrada

Domingos Mucuta | Cuvango

O mau estado da estrada que liga a sede do município do Cuvango à comuna de Galangue, na província da Huíla, numa distância de 105 quilómetros, dificulta a circulação de pessoas e mercadorias.

É cada vez mais difícil circular pela via de terra batida mesmo com uma viatura com tracção
Fotografia: Domingos Mucuta | Cuvango

O estado de degradação preocupa as autoridades administrativas e tradicionais que solicitaram a intervenção do governo na requalificação da via, que foi sempre em terra batida. As comunidades locais dizem que chegou a hora do asfalto.
Como a estrada é em terra batida fica praticamente intransitável quando chove. O administrador comunal, Fernando Cambinda, explicou que estão em fase de conclusão três pontes sobre os rios Tchimbalembale e Mbale, no troço que liga a sede da comuna às regedorias do Norte e Leste.  
O abastecimento de água potável à população de Galangue está condicionado devido a uma avaria na bomba da estação de captação, tratamento e distribuição, revelou o administrador comunal.
O sistema de Galangue foi inaugurado em 2011, com uma rede de 5.375 metros de extensão, num investimento de 200 milhões de kwanzas. Foram efectuadas 40 ligações domiciliárias.
O sistema de abastecimento de água potável funciona a energia solar inclui uma estação de captação capaz de bombear mais de cinco mil metros cúbico de água por hora, um fontenário, chafariz e sete bicas.
A comuna de Galangue com uma extensão de 3.446 quilómetros quadrados conta com uma população de 64.836 habitantes que se dedicam a actividade agrícolas, criação de gado, pesca fluvial, apicultura e caça.

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