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Governo aposta no fomento da aquicultura

Arão Martins |Humpata

O Governo Provincial da Huíla incluiu o fomento e a extensão da aquicultura nas prioridades do seu plano de desenvolvimento, por considerar uma actividade capaz de gerar benefícios sociais e económicos para a população, disse na Humpata o director da Agricultura, Desenvolvimento Rural, Pescas e Ambiente.

Extensionistas em agricultura em acção formativa com o objectivo de se aumentar os níveis de produção nas comunidades
Fotografia: Arimateia Baptista |Humpata

O director Lutero Campos falava, no Lubango, na cerimónia de encerramento da formação de extensionistas em agricultura das províncias da Huíla, Namibe e Cunene, uma acção promovida pelo Ministério de tutela.
O director provincial disse que o fomento da aquicultura significa sobretudo uma aposta e alternativa para o aumento de produção do pescado, visando a melhoria da dieta alimentar da população e criar mais empregos.
Actualmente a aquicultura está dirigida essencialmente às comunidades rurais e costeiras, através de acções de fomento que proporcionam uma maior motivação, de forma a alavancar o surgimento de economias locais, com o impacto directo no Programa de Combate à Pobreza. Lutero Campos anunciou a construção na Huíla, de centros de larvicultura, estação de experimentação e fábrica de rações. O Governo Provincial pretende desenvolver a aquicultura comercial, esperando um maior dinamismo e criatividade do sector privado. O director provincial da Agricultura, Desenvolvimento Rural, Pescas e Ambiente disse que a aquicultura está a ser convertida numa das alternativas mais viáveis para a produção de pescado, alimento com um alto valor proteico. Para assegurar a produção, Lutero Campos defendeu a necessidade de se desenvolverem esforços de forma planificada e uma boa coordenação. “Melhores resultados vão ser atingidos através de investimentos, construção de infra-estruturas apropriadas, capacitação, divulgação e extensão”, refere.
Para evitar o insucesso é necessário elaborar projectos que tenham características adaptáveis à região onde se quer implantar cada centro de produção.
“Na nossa região, o desenvolvimento da aquicultura tem que ser visto como um sector que muito pode contribuir para a melhoria da vida das nossas comunidades, principalmente as ribeirinhas e costeiras”, disse o director provincial da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas.
Lutero Campos revelou que o sector das Pescas é uma área de prioridade virada para a produção de proteína animal às populações. Dai reconhecer a importância da aquicultura no alívio da desnutrição, insegurança alimentar e pobreza, através da produção de pescado para a alimentação e a criação de postos de trabalho na região.

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