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Governo atribui casas a mais famílias

Arão Martins| Lubango

O Governo Provincial da Huíla atribuiu mais seis casas às famílias abrangidas no processo de requalificação das vias de acesso no bairro da Laje e ao longo da estrada que liga o bairro Lucrécia à escola 27 de Março, na cidade do Lubango.

Momento em que o governador províncial da Huíla João Marcelino Tyipinge entregava as chaves a uma das beneficiárias
Fotografia: Arimateia Baptista| Lubango

O processo começou há dois meses e foram já construídas 160 casas, das 200 previstas para o processo de requalificação. Até ao momento, 100 famílias beneficiaram de moradias e as restantes aguardam por uma fase posterior.
Na primeira fase foram contempladas 94 famílias e na segunda seis. O governador provincial da Huíla, João Marcelino Tyipinge, fez a entrega das moradias, na presença do vice-governador para o sector Técnico e Infra-estruturas, Nuno Mahapi Ndala e do administrador municipal do Lubango, Francisco Barros. Guilhermina Ngulove, natural da área urbana de Eywa, foi a primeira mulher a receber as chaves da nova casa e mostrou-se satisfeita pelo facto da moradia conferir mais conforto.
Luís Martinho, outro beneficiário, considerou ser um momento ímpar a recepção da moradia. "Não encontro palavras para ilustrar este momento. Sei que a partir de agora eu e a minha família vamos levar um outro rumo de vida, porque a nova moradia dispõe de condições para se levar uma vida melhor", salientou.
Augusto Cambambi, 50 anos, beneficiário da moradia número 125 e pai de oito filhos, disse que no quadro do programa de requalificação, a sua casa foi abrangida e, em função disso, recebeu uma melhor. O beneficiário admitiu que agora vive numa área segura, o que demonstra que o Governo Provincial está atento e preocupado com o bem-estar das pessoas. Carolina Manuel, também contemplada no processo, disse que os moradores de Eywa têm agora uma vida melhor, em função da concretização de vários projectos, entre escolas, hospitais e boas moradias.
A nova proprietária solicitou ao Governo a dinamização do processo de construção da nova estrada, iniciado o ano passado, com vista a permitir que a circulação seja feita com maior fluidez A nova moradora de Eywa reconheceu que muitas pessoas viviam em condições precárias e hoje as famílias estão bem alojadas. O director provincial das Obras Públicas na Huíla, Rosário Ima Panzo, disse que cada casa foi implantada numa área de construção de 69,16 metros quadrados, num espaço de mil metros quadrados.
No quadro do programa de realojar as famílias, que construíram casas em zonas de risco, o Governo Provincial está a construir 200 casas e destas, 160 foram já concluídas, estando em curso as obras das restantes 40 moradias.
Das famílias realojadas no traçado da rua que liga os bairros Lucrécia até à escola 27 de Março, na Laje, já foram abrangidas 100 famílias. O processo é contínuo e à medida que mais casas são concluídas, mais pessoas são contempladas.
“Nas áreas do processo de requalificação, muitas pessoas estão a solicitar a retirada das suas casas, mesmo sem estarem no traçado que se pretende. O ganho significa que as pessoas também preferem sair das condições pouco dignas onde vivem”, disse o director das Obras Públicas. As novas áreas estão a fazer com que se acabe com casas sem alinhamento, que muitas vezes também criam constrangimentos sérios aos próprios moradores, conforme se verificava no passado.
O administrador municipal do Lubango, Francisco Barros, disse que a preocupação do Governo é ver as famílias viverem em melhores condições de habitabilidade.  Nas áreas onde as famílias estão a ser realojadas, existem serviços básicos, tais como água potável, energia eléctrica e asseguramento policial, educação e saúde.
A Administração está a desenvolver também o processo de construção de residências para os funcionários.

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