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Governo da Huíla promove programas para inclusão de deficientes no mercado

 A directora provincial da Huíla da Assistência e Reinserção Social (Minars), Catarina Manuel, reiterou ontem, na cidade do Lubango, que o Governo está a promover programas de inclusão de pessoas com necessidades especiais no mercado de trabalho.

A directora provincial da Huíla da Assistência e Reinserção Social (Minars), Catarina Manuel, reiterou ontem, na cidade do Lubango, que o Governo está a promover programas de inclusão de pessoas com necessidades especiais no mercado de trabalho.
 A responsável fez estas declarações durante um acto político que marcou a abertura oficial do programa de actividades alusivas ao 3 de Dezembro, Dia Internacional da Pessoa Portadora de Deficiência, a assinalar-se amanhã.
 Como disse, o Governo tem vindo a traçar medidas junto das instituições públicas e privadas no sentido de priorizar a admissão de pessoas com necessidades especiais.
 Catarina Manuel defendeu também a formação académica e profissional destes, bem como a sua reabilitação física.
 O programa das actividades alusivas ao Dia Internacional da Pessoa Portadora de Deficiência reserva um debate radiofónico e visitas a algumas instituições públicas e privadas.
 Actualmente, a direcção provincial do Minars controla 2.135 pessoas com necessidades especiais.

Comunidade Khoisan

Pelo menos 40 famílias da comunidade SAN, vulgarmente chamadas de “Khoisan”, localizadas na comuna do Hombo, município de Quipungo, Huíla, beneficiaram, ontem, de meios de incentivo à produção agro-pecuária, numa acção realizada pela Organização Cristã de Apoio ao Desenvolvimento Comunitário (Ocadec).
Dos meios, financiados pela ONG irlandesa Trocare, constam nove cabeças de gado de tracção, 30 cabritos para reprodução e multiplicação, 70 enxadas tradicionais europeias e 200 quilogramas de semente de feijão.
Falando no acto de entrega dos meios, o director executivo da Ocadec, Benedito Kessongo, disse que este processo faz parte de um programa gizado há algum tempo e que visa garantir segurança alimentar a este grupo indígena, que vivia da caça e de frutos silvestres.
Apesar de não ter avançado o custo do projecto, disse que os meios foram adquiridos na província da Huíla.
A fonte fez saber que, no âmbito do seu programa de intervenção nesta comunidade, o governo ergueu uma escola do I nível e um posto médico, que aguardam por inauguração.
Zeferino Periquito, membro da comunidade, disse que estão criadas as condições para o cultivo e criação de animais.
Lembrou que, a partir de agora, deixam de passar necessidade, uma vez que estão preparados para exercer uma nova actividade para o seu sustento.
As autoridades do município do Quipungo, situado 120 quilómetros a Leste do Lubango, controlam 598 membros da comunidade San, distribuídos em quatro centros: Derruba, Hombo, Mupembati e Kankhombo.
Os programas levados a cabo pela Ocadec incluem a facilitação na atribuição de documentos de identificação, inserção na educação e no cultivo de bens.
Ainda este ano devem beneficiar da mesma ajuda outros membros dessa comunidade do município da Cacula e comuna do Hoque (Lubango).
A Ocadec é uma organização não governamental angolana com sede na Huíla, fundada em 2001.

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