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Governo local traça plano para prevenir calamidades

Benigno Narciso| Lubango

Um plano estratégico de prevenção contra calamidades naturais e de assistência às vítimas das cheias e de estiagem a nível da Huíla está a ser elaborado pelo governo provincial, com vista a acudir de forma célere as populações, na época chuvosa.

Região foi afectada pela estiagem
Fotografia: Jornal de Angola

Um plano estratégico de prevenção contra calamidades naturais e de assistência às vítimas das cheias e de estiagem a nível da Huíla está a ser elaborado pelo governo provincial, com vista a acudir de forma célere as populações, na época chuvosa.
Para dinamizar a elaboração do plano, dada a frequência dos danos que as chuvas provocam, administradores dos 14 municípios da província, directores daAgricultura, Saúde, Educação, Energia e Águas, Transportes, Protecção Civil e Bombeiros e administradores dos 14 municípios da Huíla estiveram reunidos na cidade do Lubango, para discutir o problema.
O grupo analisou o quadro actual dos desastres naturais a nível da província, a estiagem e as cheias, com vista a um estudo de viabilização para a elaboração e aprovação de estratégias e acções dinâmicas para resolver as consequências dos referidos acontecimentos.
O 2º comandante provincial dos Serviços de Protecção Civil e Bombeiros da Huíla e porta-voz do encontro, Virgílio Fonseca, referiu existirem inúmeras zonas consideradas de risco.A nível do Lubango, estão em risco os habitantes de encostas das serras do Cristo Rei e bairro A Luta Continua, das comunas do Hoque, Quilemba, Cangolo e Capundacavilongo, bem como as habitações erguidas ao longo do rio Mukufi. O responsável mencionou ainda zonas de risco a nível dos municípios da Chibia, Quilengues, Cacula e Matala.Virgílio Fonseca disse estar em curso um trabalho conjunto com as administrações municipais, que permitirá, em poucos dias, a identificação do número de zonas de risco e de pessoas afectadas. Após o levantamento da situação, adiantou, será canalizada assistência sanitária e ajuda material em bens de primeira necessidade às famílias e populações a nível dos municípios e comunas afectadas.O responsável revelou que os números e ocorrências começam a subir, em consequência do aumento da frequência das chuvas depois da estiagem, o que obrigou o governo a reagir prontamente.

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