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Governo quer mais aproveitamento de campos agrícolas em zonas rurais

Arão Martins | Lubango

O governador provincial da Huíla, Isaac Maria dos Anjos, defendeu a necessidade de um maior aproveitamento das zonas agrícolas ao longo dos perímetros urbanos, como forma de ajudar a combater a pobreza.

O governador provincial da Huíla, Isaac Maria dos Anjos, defendeu a necessidade de um maior aproveitamento das zonas agrícolas ao longo dos perímetros urbanos, como forma de ajudar a combater a pobreza.
Isaac Maria dos Anjos falava no final de um encontro dos membros do Governo Provincial da Huíla, realizado na cidade do Lubango. Disse que existe um subaproveitamento das terras agrícolas nos perímetros urbanos.
O governador precisou que propriedades agrícolas estão a ser reconvertidas para o sector imobiliário, sem uma prévia autorização das autoridades. Isaac dos Anjos disse que foram dadas orientações para recuperar esses terrenos agrícolas porque fazem falta para produzir a alimentação das populações.
Durante a reunião foi abordada a questão da estiagem prolongada que se vive na província da Huíla. O governador disse que os agricultores que perderam as colheitas não estão em condições de pagar o crédito. Isaac dos Anjos precisou que apesar da prolongada estiagem que se vive em alguns municípios da Huíla, existe ainda a segunda época agrícola onde é possível recuperar algumas culturas, pedindo por isso calma aos agricultores. O governador da Huíla afirmou que é imperioso encontrar uma solução que viabilize a redistribuição de sementes e das ferramentas agrícolas que foram colocadas à disposição das famílias camponesas para permitir uma dinâmica que não comprometa o crédito agrícola.
“Por enquanto, podemos considerar que vamos diminuir a nossa reserva alimentar, os nossos stocks alimentares que podiam ser reabastecidos nas colheitas. Provavelmente o reabastecimento não vai ser o que se esperava”, disse.

Efeitos da estiagem

Acrescentou que dizer agora que a estiagem já está a produzir fome não é um bom discurso porque não corresponde à verdade: “ainda não estamos em tempo das colheitas.
O que podemos dizer é que a estiagem vai afectar a nossa reserva alimentar e a nossa capacidade de enfrentar o próximo período de seca”, referiu Isaac dos Anjos .
“O governo fica preocupado com estes fenómenos naturais. Governar é prever e é antecipar. Antecipámos quando mobilizámos as pessoas para plantarem capim elefante para alimentação do gado. Agora temos de nos preparar para os tempos maus”, disse.  O governador provincial da Huíla disse que os resultados alcançados no último trimestre de 2011, no que diz respeito à construção e reabilitação de infra-estruturas sociais e económicas na província da Huíla, “foram muito positivos”..

Resultados positivos

Salientou que a Huíla vai continuar a trabalhar para estar nos lugares cimeiros no contexto nacional: “nesta competição entre as 18 províncias, a Huíla está a sair-se bem. Portanto estamos satisfeitos com a nossa equipa”, sublinhou.
Isaac dos Anjos informou que o governo está a ensaiar um plano de desenvolvimento da província. Para isso, pediu a participação de toda a sociedade para que os resultados sejam consensuais. Falou da necessidade de geração de emprego para os jovens, o que permite dar estabilidade social.
O Conselho do Governo da Huíla abordou ainda questões relativas à conclusão do relatório do quarto trimestre de 2011, recomendando a sua aprovação até antes do dia 15 de Março. Também passou em revista o Decreto Presidencial que abre a possibilidade do sector privado estender a sua acção ao ensino primário.
O governo provincial da Huíla entende que a aplicação do Decreto deve começar nos estabelecimentos de ensino ligados às igrejas.

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