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Grandes melhoras na saúde

Estanislau Costa| Lubango

A cobertura sanitária nos municípios e comunas da província da Huíla, com destaque para as localidades situadas a Leste e Norte, registou nos últimos sete anos melhorias substanciais devido às acções significativas levadas a cabo pelo Executivo, pelos técnicos de saúde e as empresas de construção civil.

Autoridades registam melhoras na saúde
Fotografia: Estanislau Costa | Lubango

A cobertura sanitária nos municípios e comunas da província da Huíla, com destaque para as localidades situadas a Leste e Norte, registou nos últimos sete anos melhorias substanciais devido às acções significativas levadas a cabo pelo Executivo, pelos técnicos de saúde e as empresas de construção civil.
Quando os angolanos conquistaram a Independência Nacional, apenas duas unidades, o Hospital Central do Lubango Dr. António Agostinho Neto e o Hospital de Caluquembe ofereciam assistência médica e medicamentosa aos pacientes. A cobertura sanitária era insuficiente e grande parte da população era assistida pelos hospitais das missões religiosas.
As duas unidades hospitalares oficiais eram as únicas que dispunham de vários serviços clínicos e estavam apetrechadas com equipamentos para solucionar as enfermidades mais graves.
Com o recrudescer da guerra na década de 80, a qualidade e quantidade de assistência médica e medicamentosa sobretudo no Hospital de Caluquembe, decaiu por causa da ausência de especialistas em várias áreas e de medicamentos, deterioração dos meios técnicos e impossibilidade dos pacientes se deslocarem porque era impossível a livre circulação de pessoas.
O período da guerra foi difícil para as famílias que residem nas zonas rurais por estarem isoladas de tudo. Alguns curavam as doenças com recurso à medicina tradicional que não era eficaz para as doenças complexas.
Muitos doentes utilizavam tipóias, carroças, cangulos, bicicletas e motorizadas para transpor montanhas e percorriam longas distâncias para atingir os hospitais ou centros médicos. A tia Maura afirmou que “muitas pessoas não resistiam e perdiam a vida”.
Quando a 4 de Abril de 2002 foram assinados os acordos de paz, a população da província da Huíla percebeu que aquele acto era também o marco para o desenvolvimento do sector da saúde com parte das poucas infra-estruturas que possuía destruídas.
O governo da província da Huíla em parceria com o Fundo de Apoio Social (FAS) e outras instituições desenvolveu, entre outros projectos de impacto socioeconómico, acções de recuperação e construção de estruturas do sector da Saúde. Foram construídos e reparados os hospitais municipais e centros médicos nas comunas e povoações mais distantes dos grandes centros urbanos.
Hoje as unidades sanitárias estão apetrechadas com equipamentos modernos e prestam assistência médica e medicamentosa a dezenas de pacientes.
                                   
Novos hospitais
 
Nos municípios da Matala, Caconda e Quilengues foram construídos e apetrechados com equipamento moderno, hospitais com capacidade para prestar a assistência a todos os doentes, mesmo os que apresentam casos complexos.
Implantadas nas sedes dos municípios, três novos hospitais provinciais têm uma capacidade para internar 60 pessoas cada e efectuar consultas a mais de dois mil pacientes.
Os hospitais prestam assistência médica e medicamentosa em várias especialidades, entre elas destacam-se serviços de clínica geral, pequena cirurgia, pediatria, raio X, cardiograma, ontologia, radioscopia. As obras orçaram em 27 milhões de dólares.
A assistência às mães e aos recém-nascidos, com realce para os primeiros cuidados às mulheres grávidas, pré-parto, parto e pós-parto e planeamento familiar faz parte do leque dos novos serviços. O administrador do município da Matala, Manuel Vicente, considerou a construção dos hospitais como uma mais valia para as zonas situadas a Norte e Leste da província por facilitarem o acesso aos serviços de saúde e descongestionarem a procura nas principais unidades.
 
Hospital imponente

 
O Hospital Central do Lubango Dr. António Agostinho Neto, com oito andares, implantado no bairro Comandante Cow Boy, numa superfície de 40 mil metros quadrados, já presta serviços de saúde de qualidade graças às obras de restauro e apetrechamento.
Inauguradas há três anos pelo Chefe de Estado José Eduardo dos Santos, o hospital tem remodelados os sistemas de drenagem dos resíduos, canalização de água potável, corrente eléctrica, enfermarias, blocos operatórios, salas de reanimação, bancos de urgências e consultórios.
O Executivo investiu 48 milhões de dólares na reparação completa do imóvel e construção de outras estruturas. O funcionamento do maior hospital do sul do país é assegurado por equipas médicas e de enfermeiros.
Os serviços de especialidades são cardiologia, dermatologia, oftalmologia, anatomia patológica, cuidados extensivos, fisioterapia. Estão em curso acções para iniciar os serviços de Hemodiálise. A capacidade de internamento passou de 300 para 500 doentes. Quando a unidade foi aberta ao público, 300 novos postos de trabalho foram criados, tendo como candidatos jovens dos 18 aos 38 anos com alguma formação básica.  Para reforçar o corpo clínico e proporcionar cuidados mais especializados aos pacientes, as direcções do Hospital do Lubango e da Faculdade de Medicina rubricaram um acordo que visa a realizaçãde estágios dos estudantes.

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