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Grupo Socolil investe em fábricas na Huíla

Estanislau Costa | Lubango

A classe empresarial da Huíla, com realce para o Grupo Empresarial Socolil, supera os efeitos colaterais da crise económica mundial e investe milhões de dólares na construção de novas indústrias e fábricas equipadas com alta tecnologia, o que gera centenas de postos de trabalho sobretudo para os jovens.

O ministro Joaquim David inaugurou no Lubango uma unidade fabril que vai fornecer produtos de qualidade à construção civil
Fotografia: Estanislau Costa|Lubango

 
A classe empresarial da Huíla, com realce para o Grupo Empresarial Socolil, supera os efeitos colaterais da crise económica mundial e investe milhões de dólares na construção de novas indústrias e fábricas equipadas com alta tecnologia, o que gera centenas de postos de trabalho sobretudo para os jovens.
Samuel Tchacatandela, 24 anos, trocou a vida de vendedor ambulante nas avenidas do Lubango e do Namibe pela profissão de operador de máquinas de corte e polimento de rochas ornamentais. O jovem trabalha na fábrica Granisul, do grupo empresarial Socolil.
 A venda ambulante de acessórios de veículos ligeiros, adornos e mobiliário, explicou ao Jornal de Angola, foi uma actividade “muito desgastante e prejudicial por caminhar longas distâncias, às vezes com artigos pesados nos braços”.
Samuel Tchacatandela está orgulhoso por ter uma profissão, o seu primeiro emprego e fazer parte de um grupo de 45 jovens que está a operar as máquinas modernas que transformam granito em mosaicos destinados a ornamentar as casas, instalações empresariais, escolas e outras infra-estruturas.
 “Faço agora parte do grupo de jovens inseridos em actividades úteis para desenvolver a economia do país. “Ganho em cada dia mais habilidade a manejar as máquinas, compreendo-as e sou capaz de detectar anormalidades que depois são reparadas com paciência e dedicação dos engenheiros italianos”.
O grupo empresarial Socolil destaca-se pela criação de empregos na Huíla. É proprietário da fábrica Granisul, que foi inaugurada quarta-feira passada pelo ministro da Indústria e Geologia e Minas, Joaquim David e com a presença do secretário de Estado da Geologia e Minas, Makenda Ambroise, o governador Isaac dos Anjos e convidados.
O número de técnicos formados e a serem profissionalizados à medida que desenvolvem as actividades fabris ascende às centenas, fruto dos vários projectos em execução, mais precisamente, na construção e reparação de estradas, extracção de rochas ornamentais, construção civil, comércio a grosso e a retalho.
Os investimentos efectuados na criação, materialização e funcionamento das diversas firmas do grupo ascendem aos 300 milhões de dólares, em parte financiados pela banca comercial nacional. Os resultados da aplicação dos fundos já se repercutem na melhoria das condições de vida das populações locais.
O presidente do Conselho de Administração do Grupo Socolil, Luís da Fonseca Nunes, considera a empresa que dirige como “parceira efectiva do Governo Provincial e do Executivo na execução de acções relacionadas com a reconstrução nacional, desenvolvimento do país e bem-estar da população”.
 
Fábrica moderna                      
 
Na comuna da Arimba, arredores da cidade do Lubango, está implantado o complexo industrial Granisul, com duas linhas de produção dos derivados de rochas ornamentais e mármores abundantes em vários pontos das províncias da Huíla, Namibe e Cunene.
 As máquinas são de alta tecnologia e originárias de Itália. O seu funcionamento é assegurado por jovens que receberam formação adequada e melhoram todos os dias o seu desempenho, enquadrados por técnicos experimentados.
Para a materialização do projecto, o grupo investiu 28 milhões de dólares no recrutamento e qualificação do pessoal, contratos com especialistas, preparação do espaço e aquisição de máquinas com tecnologia de ponta.
Consta ainda do investimentos inicial a montagem de quatro naves industriais e equipamentos, meios de transportes, sistema alternativo de energia eléctrica, reservatórios de água, fonte de armazenagem e tratamento dos resíduos líquidos e sólidos.
A Granisul, afirmou o director do empreendimento, Gonçalo Torres, produz diariamente 560 metros quadrados de ladrilhos e 700 metros quadrados de chapa de granito semanalmente.
 Os ladrilhos com cores negra, rosa e cinza, dimensões de 30/30, 40/40, 50/50 e 60/60 centímetros, estão disponíveis no mercado da construção civil. As pedras de granito que servem de matéria-prima são extraídas em quatro pedreiras. Os granitos de outras empresas também vão ser aproveitados.
A província da Huíla tem neste momento duas fábricas de transformação de rochas ornamentais, o que justifica o aumento da produção e corresponde à procura registada no mercado nacional da construção civil.O director da fábrica Granisul, Gonçalo Torres, disse que os ladrilhos vão ser escoados e comercializados directamente pela fábrica, na primeira fase. Posteriormente, o processo de distribuição e vendas vai abranger vários entrepostos de armazenamento e vendas nas províncias de Luanda, Benguela, Huambo e Namibe.

Postos de vendas

As vantagens da nova unidade fabril para o sector de construção civil na Huíla e no país, foram motivo de satisfação do ministro da Industria, Geologia e Minas, Joaquim da David, tendo expressado que os investimentos efectuados pelos empresários huilanos “são um contributo para o fortalecimento do parque industrial nacional”.
O ministro Joaquim David felicitou os investidores por apostarem num “equipamento moderno e de tecnologia de relevo”.
 
Nova fábrica

 A montagem de uma unidade de produção de estruturas metálicas, alumínio, chapas e vidro, na província da Huíla, custou ao Grupo Empresarial Socolil, numa parceria com uma empresa portuguesa, 34 milhões de dólares.
 O novo projecto é uma unidade fabril preparada para servir com qualidade e quantidade as empresas de construção civil empenhadas no processo de construção civil.
A nova fábrica está em construção mas as obras estão adiantadas e os responsáveis do Grupo Empresarial Socolil garantem que entra em funcionamento no primeiro semestre do próximo ano.
 A fábrica, que prevê empregar 100 trabalhadores, com prioridade para os jovens, tem quatro linhas de produção. O Jornal de Angola apurou que as estruturas metálicas a serem produzidas na fábrica se destinam à construção de naves industriais e painéis utilizado na cobertura dos grandes pavilhões.

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