Províncias

Habitantes de Tyipeio sem assistência médica

Domingos Mucuta | Gambos

A falta de serviços de saúde na localidade de Tyipeio, município dos Gambos, a 150 quilómetros do Lubango,  obriga aos habitantes locais a recorrerem a tratamento tradicional com raízes, folhas e vários líquidos extraídos de árvores e plantas.

Governador acompanhou equipa médica que se deslocou à Tyipeio para as habituais consultas aos habitantes da região
Fotografia: Domingos Mucuta| Huíla

Alguns habitantes da localidade  percorrem mais de 50 quilómetros , até a sede do município  onde tem um centro de saúde, cuja via,  de terra batida, está totalmente degradada.
A Direcção Municipal da Saúde do Gambos, para colmatar a situação, tem enviado periodicamente equipas  médicas móveis para dar consultas à população em zonas recônditas. “ Trimestralmente enviamos médicos para avaliarem e consultar habitantes das zonas distantes da sede da comuna. O intervalo de tempo é grande devido ao mau estado das vias”, disse ao Jornal de Angola o director municipal da Saúde, Marcelo Cambenda.
 A rede sanitária do município dos Gambos é composta por 18 centros de saúde e três postos médicos, que  são assegurados por  27 técnicos médios e seis médicos. 
 
Educação precária 
As infra-estruturas escolares na comuna de Tyipeio são literalmente precárias. As poucas existentes são de pau-a-pique. Os alunos utilizam   troncos de árvores como carteiras por falta de mobiliário escolar. A administração local prevê construir quatro salas de aula ainda este ano, para absorver cerca de 200 alunos do ensino primário.
 “Os trabalhos para a construção de salas de pau-a-pique estão a decorrer lentamente porque a localidade tem escassez de pau e de capim  devido a estiagem.  O único professor da comuna,  Rafael Tykuhilua, disse que a escola precisa de mais seis salas de aula e  reforço do corpo docente.
 Rafeal Tyikuhilua disse que a comuna registou um índice elevado de desistência escolar por falta de merenda,   distribuída somente no primeiro trimestre do ano passado. “Devido à fome que assola a região muitas crianças abandonam as aulas para  ajudarem os pais a dedicarem-se ao pasto e procurar melhores condições de vida”, sublinhou o professor.

Tempo

Multimédia