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Hospital central do Lubango realiza exame de mamografia

Domingos Mucuta | Lubango

O Hospital Central do Lubango, Dr. Agostinho Neto, iniciou a fazer exames de mamografia, para detectar o cancro da mama, depois da instalação de um equipamento moderno no começo da semana.

?Serviços de Mamografia do Hospital Geral do Lubango atende 12 pacientes por dia
Fotografia: Dr

A directora-geral do Hospital, Maria Antunes, disse que “a partir de agora “ a instituição que dirige está em condições de fazer o rastreio da doença e evitar o seu alastramento nas mulheres que estiverem afectadas. Informou que o equipamento incorpora uma tecnologia que possibilita aos especialistas de oncologia detectar qualquer nódulo maligno no seio da mulher, logo na fase inicial da doença.

O sector de Mamografia do Hospital Geral do Lubango, com dimensão regional, diagnostica 12 pacientes por dia, cujo trabalho é desenvolvido apenas por dois especialistas, um angolano e outro cubano.
“Estamos a desenvolver campanhas de sensibilização que visam incentivar as mulheres a realizarem exames de mamografia regularmente, para a prevenção de tumores malignos”, disse Maria Antunes.
A directora fez saber que os primeiros exames de mamografia estão a ser feitos nas funcionárias do hospital da faixa dos 40 anos, “como forma de estimular a cultura às senhoras de realizarem exames da mama regularmente”.

“Há homens que podem desenvolver o cancro da mama”

O cancro da mama, proliferação maligna das cédulas hepteliais, que margeiam os ductos e nódulos, é o segundo tumor maligno mais frequente no mundo e o mais comum entre as mulheres. A doença mata mulheres e constitui “um grande problema” de saúde pública e faz jus aos elevados investimentos em pesquisa, prevenção e diagnóstico precoce e tratamento, disse ao Jornal de Angola, o doutor Daniel Munene, especialista na matéria. Daniel Munene referiu que a doença acomete em cerca de 99 por cento as senhoras, e um por cento dos homens com glândula mamária desenvolvida não escapam do mal.
“A mama não é um órgão exclusivo da mulher. A mulher tem maior tecido mamário e produz mais estrogénio. Há homens que podem desenvolver o cancro da mama, sobretudo aqueles que têm a glândula mamária desenvolvida e com histórico na família”, frisou.
O médico explica que, só o facto de ser mulher já é um principal factor de risco.”Entre os principais factores está o histórico familiar, ligado a parentes do primeiro grau, facto que eleva para 50% do risco de manifestação da doença, além da menarca precoce, antes dos 11 anos de idade, a menopausa tardia, após 55 anos, e antecedentes pessoais e a mutação de genes”, detalhou.
Acrescentou que a estratégia de diagnóstico consiste em programas mais efectivos, para a redução da mortalidade por cancro. O exame clínico periódico e mamografia de rastreamento são importantes para o diagnósticos da doença.
“O diagnóstico da doença é feito por meio de um contacto entre o médico e pacientes. O médico investiga os sinais de riscos e sintomas. O objectivo é identificar um nódulo ou saída de algum líquido pelo mamilo”, disse o especialista Daniel Munene, tendo acrescentado que a ultrassonografia trouxe um avanço para o diagnóstico da doença, pois por meio deste processo, “é possível identificar sinais de malignidade que ajudam a identificar a enfermidade em mulher jovem com mamas muito densas”.
Sublinhou que a mamografia é um dos exames imprescindíveis que permite ao especialista encontrar, por meio do Raio X, sinais sugestivos de malignidade com nódulos, caracterizados por espiculados, limites mal definidos, distorção, presenças de micro-classificadores agrupados.
O especialista tranquiliza que existem várias formas de tratamento da doença, com destaque para a cirurgia conservadora, a tumorectomia, a segmentomia, quadretectomia, cirurgias radicais, esvaziamento auxiliar, rádio e a quimioterapia.
O especialista disse que o diagnóstico precoce da doença aumenta as possibilidades de tratamento eficaz do cancro da mama.
“O câncer da mama é extremamente mortal quando o é feito diagnóstico tardiamente. Mas se for detectado precocemente é possível salvar o doente da morte ”, afirmou.
“A partir dos 40 anos as mulheres têm de fazer exames mamográficos constantes. As que têm histórico familiar devem fazer o diagnóstico a partir dos 30 anos”, aconselhou.

 

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