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Hospital Central do Lubango abre em breve novos serviços

Arão Martins |Lubango

O Hospital Central Dr. António Agostinho Neto, no Lubango, vai, a partir do primeiro trimestre do próximo ano, dispor de quatro novos serviços, revelou na sexta-feira, ao Jornal de Angola, o director-geral da instituição.

Centenas de pessoas com várias patologias são atendidas diariamente neste hospital
Fotografia: Arimateia Baptista | Lubango

O Hospital Central Dr. António Agostinho Neto, no Lubango, vai, a partir do primeiro trimestre do próximo ano, dispor de quatro novos serviços, revelou na sexta-feira, ao Jornal de Angola, o director-geral da instituição.
Henrique Chipenda disse que vão ser abertos serviços de cirurgia cardíaca, central de esterilização, hemodiálise e gastrenterologia, cujos projectos estão na fase final. Está ainda em curso o projecto de serviços especiais na pediatria geral, para atender casos de cardiologia, oftalmologia e outras especialidades, estando prevista a abertura de uma maternidade.
O atendimento aos pacientes é feito por 74 médicos das diversas especialidades.
“Muitas mortes são causadas por negligência das vítimas ou dos familiares, por recorrerem ao hospital só quando o paciente está em estado grave”, explicou.
O hospital possui 450 camas e as doenças mais frequentes são a malária, tuberculose, HIV/SIDA e os casos de traumatismo.
Ao contrário do que se verificava antigamente, os casos de traumatismo, causados por acidentes de viação, lideram o gráfico de pessoas que dão entrada na instituição.
A malária deixou de ser a principal causa de morte no Hospital Central da Huíla. Há muitos casos da doença mas, em termos de mortalidade, diminuíram, graças aos fármacos em uso, que são eficazes para combater a doença. Diabetes e hipertensão arterial, segundo o médico, também têm sido a causa de muitas mortes.
Os médicos do Hospital vão, em breve, prestar serviços às unidades municipais, no quadro do programa de municipalização dos serviços de saúde.
Segundo Henrique Chipenda, o projecto tem por objectivo descongestionar o Hospital.
“No quadro do programa de municipalização dos serviços de saúde, vamos ter médicos do Hospital Central do Lubango a prestar apoio aos centros de saúde da periferia, para reduzir o afluxo de doentes ao Hospital Central do Lubango”, esclareceu Henrique Chipenda.

Quota financeira

Do seu ponto de vista, para um funcionamento cabal da instituição, são necessários 150 médicos em diversas especialidades.
 Henrique Chipenda disse, por outro lado, que pelo menos 50 milhões de kwanzas são atribuídos mensalmente ao Hospital Central do Lubango.
O director-geral disse que o valor é ainda exíguo para o funcionamento cabal da instituição, que precisa, pelo menos, de 120 milhões de kwanzas por mês.
A oferta de medicamentos com data quase vencida, por parte de algumas unidades de venda, está a preocupar a direcção do hospital. Henrique Chipenda informou que ninguém quer ser apanhado com medicamentos expirados. “As pessoas como sabem que há muitos doentes a afluir ao hospital, quando têm alguns medicamentos quase a expirar oferecem-nos”.

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