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Huíla: Produção de hortícolas chega a 2.500 toneladas por mês

Domingos Mucuta | Caconda

A Fazenda Tombola, no município de Caconda, província da Huíla, está apostada na produção, em grande escala, de hortícolas, sobretudo tomate e cebola. Com uma produção mensal de dois mil e 500 toneladas, fornece para mercados da Huíla, Benguela e Luanda, segundo o seu proprietário Manuel Monteiro, que desenvolve o projecto com fundos próprios.

Tomate produzido em Tombola é comercializado em mercados de várias províncias
Fotografia: Domingos Mucuta | Edições Novembro | Lubango

“Estamos a ajudar a limitar a importação de hortícolas no país. Estamos a produzir dentro dos padrões reconhecidos, facto que agrada o consumidor final, disse ao Jornal de Angola Manuel Monteiro, acrescentando que a sua instituição está a “ocupar um espaço que até há pouco tempo era dominado por produtos estrangeiros”.

A produção de hortícolas, nesta primeira fase, está a ser desenvolvida numa extensão de 200 hectares, assegurada por 130 funcionários, cujo investimento prevê gerar 500 postos de trabalho. “As nossas culturas de bandeira são o tomate e a cebola”, revelou o agricultor, que disse ter montado uma cadeia para o escoamento dos produtos até ao consumidor.

Na segunda fase do projecto, disse o Manuel Monteiro, a Fazenda Tombola, vai dedicar-se ao cultivo de cereais, plantando 15 mil pés de citrinos, com destaque para o limão, limas, laranja e tangerinas.

A fazenda, revelou, tem campos de ensaios de melancia e pepinos cujos resultados dos testes são animadores para a reprodução.

Manuel Monteiro explicou que a empresa já gastou cerca de quatro milhões de euros na montagem, naves, sistema de irrigação, escritórios, infra-estruturas para o alojamento de fundiários e viaturas para o transporte de mercadoria.

“Não temos dificuldades para o escoamento dos produtos, embora teremos de aumentar a nossa frota de transporte da cadeia de distribuição, já que prevemos aumentar a colheita de hortícolas, particularmente tomate e cebola, para 3000 toneladas por mês, sublinhou o empresário agrícola Manuel Monteiro.

“Triângulo do Milho”
O fazendeiro disse que o grande desafio do projecto é intervir no famoso “Triângulo do Milho”, através da formação especializada de famílias camponesas. “É o cronograma que pretendemos seguir, augurou.

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