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Huíla abre concurso para obras públicas

Arão Martins| Lubango

A circulação rodoviária no centro da cidade do Lubango fica mais fluida nos próximos tempos com a construção e reabilitação de novas pontes e ruas.

Vista parcial da cidade do Lubango onde o trânsito é descongestionado com a construção e reabilitação de pontes e artérias
Fotografia: Arão Martins

Para a materialização do projecto, o Governo Provincial da Huíla abriu, terça-feira, um concurso público no qual participam onze empresas de engenharia e construção civil, sedeadas na capital do país, Luanda, e nas províncias da Huíla, Namibe, Huambo e Benguela para a execução dos trabalhos de construção e reabilitação de oito troços, informou o director provincial do Gabinete de Estudos e Planeamento do Governo Provincial da Huíla, António Ngongo.
O director provincial explicou que vão ser feitas obras na estrada que liga os Barracões à Rotunda do Bairro João de Almeida, na ponte sobre o rio Caculuvar, troço OMA-Caminho de Ferro de Moçâmedes, Largo do Instituto Médio de Economia do Lubango e Cemitério da Mitcha.
António Ngongo explicou que a acção consta do Programa de Infra-estruturas Integradas da cidade do Lubango, inserida nos Investimentos Públicos 2014, do Governo Provincial da Huíla.
António Ngongo disse que os resultados do concurso são anunciados no prazo de quinze dias, acrescentando que a intervenção noutros troços e pontes tem lugar no próximo exercício económico. “Nesta fase vamos atacar as principais vias de modo a retirar-se do  centro urbano todo o tráfego pesado”, disse. O governador provincial da Huíla, João Marcelino Tyipinge, pediu transparência e honestidade às empresas concorrentes. “Apesar de os troços serem curtos, desempenham uma função importante, na medida em que permitem descongestionar o centro da cidade, onde, em cada dia que passa, a circulação rodoviária se torna mais pesada”.
O governador da Huíla reconheceu que a cidade do Lubango vive hoje uma situação crítica, porque o número de viaturas aumentou, originando constrangimentos na circulação rodoviária. “Precisamos de tomar medidas urgentes que permitam conferir ­outra realidade na mobilidade para que as pessoas se sintam a vontade”, disse, acrescentando que a ligação entre o centro da cidade e os bairros periféricos do Lubango continua débil, porque muitas vias existentes estão intransitáveis e outras interrompidas.
Aos responsáveis das empresas candidatas à execução dos trabalhos, João Marcelino Tyipinge disse que os troços, apesar de curtos, têm, cada um, a sua especificidade e precisam de um trabalho perfeito, a intervenção é para empresas que sabem realizar obras e cumprir com os prazos, conforme o estabelecido.” O governante exigiu a participação de empresas com capacidade técnica e recursos humanos. “Os concorrentes devem mostrar nas propostas que têm essas condições criadas, para evitar casos em que a obra é adjudicada e a empreiteira espera que o Governo pague para fazer uso do valor na compra de equipamentos”, alertou.
João Marcelino Tyipinge afirmou que o Executivo traçou metas e tem objectivos a cumprir para promover o bem-estar das populações que vivem não só nas cidades como no meio rural.

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