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Huíla admitiu milhares de pessoas

Domingos Mucuta | Lubango

No sector público na Huíla foram criados desde 2008 mais de 154.662 postos de trabalho graças à execução das políticas de fomento de emprego promovidas pelo Executivo, disse o vice-governador para o sector político e social.

O atendimento à população da Huíla foi reforçado com novos funcionários admitidos no quadro das políticas de fomento do emprego
Fotografia: Domingos Macuta| Lubango

No sector público na Huíla foram criados desde 2008 mais de 154.662 postos de trabalho graças à execução das políticas de fomento de emprego promovidas pelo Executivo, disse o vice-governador para o sector político e social.
José Chissonde, que fez a revelação no XV Encontro Nacional das Comunidades promovido pela Organização Não-Governamental Acção para o Desenvolvimento Rural e Ambiente, afirmou que a maioria dos novos funcionários, admitidos, em todos os municípios por concurso público, eram jovens que nunca tinham trabalhado.
A maioria deles, referiu, são recém-formados em instituições do ensino médio e superior ou que frequentaram acções de formação profissional de informática, construção civil, mecânica, electricidade e serralharia.José Chissonde, que falava sobre “políticas de acesso ao emprego”, revelou que no quadro do programa “Angola Jovem” o governo na província investiu mais 31,8 milhões de kwanzas na formação e na aquisição de kits profissionais como forma de incentivar iniciativas juvenis de promoção de emprego e de auto emprego.
“Todas as política públicas para a formação dos cidadãos e de acesso ao emprego são precedidas de um diagnóstico para identificar e adequar as acções às áreas de intervenção e atender às principais necessidades dos destinatários”, declarou.
O governo provincial, referiu, elaborou, com a participação da sociedade civil, o Plano de Desenvolvimento Económico e Social para o período 2012-2017, orçado em mais de 524 mil milhões de kwanzas, que contempla 244 projectos no domínio social e 301 do sector económico e produtivo.
No mesmo encontro, o vice-governador para a área técnica e de infra-estruturas, sublinhou a importância da construção de 11 mil fogos habitacionais na nova urbanização da Quilemba, arredores do Lubango, numa província onde são precisos construir cerca de 213 mil.
Nuno Mahapi, que falava sobre o “programa habitacional”, recordou que o referido processo começou com constituição das reservas fundiárias em todos os municípios e que somente o do Lubango dispõe de uma urbanização de 25 mil hectares para a autoconstrução dirigida.
As novas urbanizações, lembrou também, incluem infra-estruturas rodoviárias, de energia, água e saneamento básico, bem como hospitais, postos de Polícia e recintos desportivos e de lazer. Explicou que em todos os municípios estão identificadas e reconhecidas no Diário da República as reservas fundiárias projectadas para a expansão das sedes municipais.
O vice-governador Nuno Mahapi recordou que em cada um dos 14 municípios da província da Huíla decorrem igualmente obras de construção de 200 fogos habitacionais para os quadros.

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