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Huíla com novos pavilhões de artes e ofícios

Domingos Mucuta | Lubango

Mestres e aspirantes de artes e ofícios vão a partir do segundo semestre deste ano trabalhar nos novos pavilhões ocupacionais e de serviços  em construção  desde a semana finda, na província da Huíla.

Mestres e aspirantes de artes e ofícios passam a partir do segundo semestre do corrente ano a trabalhar em melhores condições na Huíla
Fotografia: João Gomes |

A primeira pedra para a construção de três pavilhões ocupacionais foi colocada pelo governador João Marcelino Tyipinge, na presença do ministro da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social (MAP­TSS), Pitra Neto.   
As obras e apetrechamento dos pavilhões de oficina auto, marcenaria e artes, a cargo de uma empresa local, estão avaliadas em 500 milhões de dólares e vão ser executadas em três meses.
O técnico do Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social, Manuel Mbangui, explicou, durante a cerimónia, que as oficinas ocupacionais foram projectadas para atender ás necessidades da juventude em termos de formação profissional.
Manuel Mbangui explicou que a criação de pavilhões ocupacionais visa capacitar os mestres em artes e ofícios e os jovens aprendizes que exercem profissões em condições inadequadas.
As oficinas vão servir como locais de trabalho e de geração de rendimento aos profissionais. A oficina auto íntegra bate-chapa, mecânica, pintura, electricidade auto e auto-frio. A oficina de marcenaria inclui serralharia, carpintaria, e estofador e o pavilhão de artes abrange a olaria, cerâmica, escultura, cabeleireiro, manicura, corte e costura e alfaiataria segundo Manuel Mbangui .
“Notamos que existem muitas profissões no país exercidas em condições menos boas. Os pavilhões de artes e ofícios surgem para reestruturar as actividades de modo que os jovens possam exercer a actividade com qualidade e dignidade”, disse Manuel Mbangui, que explicou que os pavilhões, forjados para a competente de formação, vão servir também para o reconhecimento, certificação e validação de competências dos profissionais, através de metodologias próprias.
“Há muitos profissionais angolanos com competência  para exercer actividades que envolvem tecnologias de ponta, mas não têm nenhum documento que valide essa habilidade profissional. Estes pavilhões vão suprir esta necessidade e valorizar os técnicos angolanos”, disse.
O ministro da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social visitou também as futuras instalações do Centro Local de Empreendedorismo e Serviços de Emprego (CLESE), que fica concluído em Abril próximo.
O CLESE, instalado no recinto do Instituto Médio de Economia na cidade do Lubango (IMELub), é um espaço que vai dispor de tecnologia moderna, onde os finalistas do ensino secundário vão poder mostrar a sua capacidade empreendedora, através de projectos de negócios financiados pelo Banco Sol.
Os Centros Locais de Empreendedorismo e Serviços de Emprego  existem em sete províncias, onde foram formados, no ano passado, 1.789 jovens, em empreendedorismo e prestação de serviços.

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