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Huíla combate a propagação da cólera

Arão Martins| Lubango

Médicos, enfermeiros e quadros da Direcção Provincial da Saúde estão, desde segunda-feira, a sensibilizar a população da região sobre os cuidados a ter para se evitar a propagação da cólera na Huíla.

Centenas de mobilizadores estão a participar na campanha de sensibilização sobre os perigos da cólera que já atingiu bairros do Lubango
Fotografia: Arão Martins|Lubango

A campanha, com a participação de 600 mobilizadores, atingiu famílias que habitam nos bairros Santo António, Comandante Cowboy, Dr. António Agostinho Neto, Chioco, Eywa, Tchavola, Favorita e Lalula.
Estudantes da Faculdade de Medicina da Universidade Mandume Ya Ndemufayo e da Escola Técnica de Saúde do Lubango também participam na campanha. O director provincial da Saúde, Altino Matias, informou que mais de seis mil famílias que habitam nos bairros periféricos da cidade do Lubango foram sensibilizadas sobre os cuidados a ter com a doença, que registou, até às últimas 24 horas, a entrada de 75 casos no centro de tratamento da cólera.
Medidas para se evitar a cólera e diarreia, forma de transmissão da cólera, o que fazer se alguém tiver diarreia e vómitos foram temas a­bordados com as famílias do Lubango. O director provincial da Saúde disse que a cólera transmite-se quando se bebe água não tratada e pode ser evitada se cada um seguir as medidas estabelecidas.
A água deve ser tratada com lixívia, as verduras e frutas bem lavadas em água tratada ou desinfectada, os alimentos devem ser bem cozinhados. Estas medidas ajudam a evitar a cólera. “É importante continuar a sensibilizar as populações de que a água deve ser usada de forma segura”, disse.
Altino Matias informou que muitos doentes que acorrem ao centro de cólera do Lubango são provenientes dos bairros periféricos. 
O uso da língua local para melhor compreensão é imperioso nas acções de sensibilização das famílias, segundo Altino Matias.
O representante da UNICEF na Huíla, Paulo Mendes, disse que todos têm que estar unidos, Governo Provincial, Agências das Nações Unidas e sociedade civil para se travar a propagação da cólera, através da sensibilização das comunidades para as práticas saudáveis, principalmente a lavagem das mãos e o tratamento da água consumida. Paulo Mendes disse que a UNICEF na Huíla está a colaborar com o Governo Provincial no sentido de assegurar que a província tenha o hipocloreto de cálcio, para ajudar no tratamento da água consumida pelas comunidades.
“Estamos a entrar numa fase de replanificação do programa da UNICEF, que é um novo ciclo que vai de 2015 a 2019, onde há mais subsídios na componente de água.”

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