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Huíla controla a qualidade de água

Arão Martins| Lubango

A qualidade da água consumida pelas populações das províncias da Huíla, Namibe e Cunene vai registar grandes melhorias, com a entrada em funcionamento, a partir de Maio, do Laboratório Regional de Controlo do produto.

Populações das províncias do Namibe e do Cunene vão também beneficiar dos serviços do laboratório equipado com meios modernos
Fotografia: Arimateia Baptista

O laboratório foi construído no Lubango, província da Huíla, pelo Executivo, através do Ministério da Energia e Águas, num financiamento de 35 milhões de kwanzas, da União Europeia, no âmbito do Programa de Apoio Institucional às áreas de água e saneamento. De carácter regional, numa primeira fase, o laboratório de controlo de qualidade vai apenas atender as três províncias referidas.
O director provincial da Energia e Águas da Huíla, Abel João da Costa, disse que a construção e apetrechamento do laboratório, localizado no bairro Comandante Cowboy, estão concluídos, aguardando-se apenas a indicação da data da inauguração por parte do ministério de tutela. A construção do empreendimento destina-se ao controlo dos indicadores de qualidade para a selecção de métodos específicos de tratamento, de modo a proporcionar uma melhor qualidade de vida à população.

Redução de doenças hídricas


A instalação do laboratório contemplou também a aquisição de equipamentos com tecnologia de ponta. O director provincial avançou que a construção do empreendimento se insere num programa do Executivo que tem por objectivo a instalação de cinco laboratórios regionais de controlo da água.
O da Huíla está subdividido em várias áreas, com destaque para a de análises física e química, recepção de amostras, microbiologia um e dois, armazém para os reagentes e biossegurança. O engenheiro químico José Cangundo disse que a entrada em funcionamento, em breve, do Laboratório de Controlo de Qualidade de Água vai permitir reduzir o risco de contaminação de doenças de origem hídrica. José Cangundo esclareceu que, além de determinar os indicadores de qualidade da água, o laboratório vai ajudar a definir as melhores metodologias de tratamento.
Antes de se seleccionar qualquer sistema de tratamento de água é preciso determinar a composição física, química e o nível bacteriológico do mesmo, referiu o engenheiro.
A partir do conhecimento desta análise é que se propõe um sistema específico de tratamento e a instalação do laboratório, daí a oportunidade da instalação deste laboratório.
O engenheiro garantiu que “ao receber as amostras, destinadas à análise patológica, elas devem ser submetidas ao exame antes de 24 horas”. Sobre a quantidade de amostras a serem examinadas por dia, avançou que as quantidades vão ser superiores a 25, dependendo apenas do número de técnicos colocados.
José Cangundo deu exemplos de alguns procedimentos para detectar microrganismos na água. Às vezes, pode-se observar uma água aparentemente clara, mas ter microrganismos que não são visíveis. Estes microrganismos só podem ser observados através de microscópios. “Nesta microbiologia vai-se observar se há ou não crescimento, através de mecanismos específicos de cultura”, adiantou. Nos casos em que, eventualmente, haja crescimento de microrganismos, essa água é dada como contaminada, embora possa ser tratada em função do tipo de bactéria que tiver.
O engenheiro químico assegurou que o laboratório está bem equipado e as condições que possui permitem que se trabalhe sem sobressaltos.
Além das incubadoras das análises microbiológicas e estufas, acrescentou, estão disponíveis equipamentos para análises físicas e químicas, e fotómetro multi-parâmetro. Existem também kits portáteis, que permitem fazer testes no laboratório ou no terreno e locais das amostras.

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