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Huíla efectua estudo sobre gravidez precoce

Domingos Mucuta | Lubango

A Faculdade de Medicina da Universidade Mandume ya Ndemofayo realiza desde a passada  sexta-feira  até Março próximo, na província da Huíla, um estudo sobre gravidez na adolescência, para avaliar o impacto do fenómeno nas comunidades rurais e urbanas, no quadro do projecto “Gravidez zero nas escolas”.

Estudo sobre a gravidez precoce começou na semana finda e vai até Março do corrente ano
Fotografia: Junilson António | Lubango - Edições Novembro

O vice-decano da Faculdade de Medicina, Gilberto Raimundo, disse que com a pesquisa  se pretende  analisar várias características sociais e demográficas, a influência do ambiente familiar, experiência sexual dos adolescentes, as habilidades inibidoras do HIV, práticas de abortos entre os adolescentes, usos de métodos, aspectos psicológicos, práticas culturais e outros.
Gilberto Raimundo explicou que o referido estudo é realizado com rigor científico  e permitirá tirar ilações reais sobre os indicadores da gravidez precoce no seio dos adolescentes, como etapa do desenvolvimento marcado por alterações físicas e psicológicas.
O início da investigação foi antecedido de uma acção formativa de pesquisadores de campo, encarregue da colheita de dados. O projecto “Gravidez zero nas escolas” está a cargo do Governo Provincial da Huíla em parceria com o Fundo das Nações Unidas para a População (Fnuap). O vice-decano Gilberto Raimundo considerou a pobreza como a principal causa do elevado número de gravidez precoce, referindo que o projecto “Gravidez zero nas escolas” resulta do curso de educação sexual abrangente, realizado na província da Huíla, cujo conhecimento é  replicado para os estudantes da faculdade.
Dados da UNESCO apontam que entre um em cada cinco adolescentes há o registo de um parto e, anualmente, cerca de 16 milhões de pessoas desta franja acabam por engravidar ou dão à luz.
Os casos registam-se mais nas regiões com índices elevados de pobreza, onde o número tende a aumentar. A vice-governadora  para o Sector Político e Social, Maria João Chipalevala, disse que o assunto consta das políticas das direcções da saúde, educação e juventude e é da responsabilidade do governo provincial, que consiste em promover a estabilidade psico-emocional dos adolescentes.  Para a materialização do projecto, solicitou  o apoio das autoridades tradicionais, das administrações municipais e comunicação, líderes religiosos, por não se tratar apenas de assuntos do Ministério da Saúde e do Fnuap.

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