Províncias

Huíla forma vigilantes de infância

Arão Martins | Lubango

A construção de uma sociedade   próspera está directamente relacionada com os cuidados e investimentos realizados nos primeiros anos de vida das crianças, afirmou a directora provincial da Assistência e Reinserção Social na Huíla, na abertura do I Ciclo de Formação de Infância 2015, que decorre na cidade do Lubango.

Situação da crianças é tema de discussão
Fotografia: Nuno Flash

Amélia Casimiro disse que é  nos três primeiros anos, incluindo também a gestação, que se estabelecem as bases do desenvolvimento físico, intelectual e psicossocial da criança e que oferecem as condições para que se torne um adulto capaz de conduzir com autonomia e prosperidade a sua vida.
Este processo é, em parte, decorrente da determinação genética herdada de pai e mãe. Entretanto, após o nascimento, a criança passa a estabelecer um relacionamento pessoal com os seus cuidadores, que na maior parte das vezes são os próprios pais e os vigilantes de infância.
Afirmou que o ambiente salutar que deve ser promovido pelos pais e pela família pode também ser estabelecido pelos vigilantes de infância, cujo ambiente vai promover e facilitar os vínculos iniciais da criança para o seu crescimento salutar.
Amélia Casimiro afirmou que foi a pensar neste vínculo e responsabilidade que se lançou, no Lubango, o I ciclo de formação de vigilantes de infância para 2015, que congrega 50 pessoas, oriundas dos 14 municípios que compõem a província da Huíla.
A responsável do INAC informou que em 2014 foram formados 118 vigilantes de infância.
“É nossa intenção continuar a realizar acções formativas de modo a preparar convenientemente os técnicos que trabalhem ou vão trabalhar com crianças”, disse.
A directora provincial da Assistência e Reinserção Social na Huíla afirmou que aos vigilantes de infância compete responder pelo grupo de crianças a seu cargo e garantir a sua integridade físicae também a correcta realização das actividades, ajudar a desenvolver na criança hábitos de vida colectiva, informar sobre qualquer sintoma ou sinal de doença detectada na criança e responder pelo material didáctico e outros materiais à sua guarda.
A responsável disse que, com a globalização e o aumento da competitividade, é muito importante que as instituições de atendimento à primeira infância tenham quadros formados e capazes de concretizar os preceitos definidos por lei e também tratar as crianças com zelo, carinho e dedicação.
Anunciou que, até Dezembro deste ano, vão ser abordados temas como a psicopedagogia da primeira infância, noções de saúde e puericultura, metodologia de jogos, de estórias, de música, expressão plástica, elaboração de planos pedagógicos entre outros.
Amélia Casimiro disse que o bebé é um ser inteiramente dependente e necessita de cuidados permanentes, tais como a alimentação, higiene, estímulos e afecto, que podem ser proporcionados não só pela mãe biológica, mas pelo educador de infância e encarregados de educação, por forma a sentir-se segura.
Uma atenção e cuidado adequado proporcionados à criança faz com que se promova o desenvolvimento de habilidades pela experiência vivenciada, tornando-a segura e capaz de lidar com a complexidade da vida no futuro, concluiu a directora provincial da Assistência e Reinserção Social na Huíla.

Tempo

Multimédia