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Huíla insere mais jovens no mercado de trabalho

João Luhaco | Lubango

Mais de mil jovens formados em Serralharia, Construção Civil, Electricidade e Carpintaria, no pavilhão de artes e ofícios, afecto ao Instituto Nacional de Emprego e Formação Profissional (Inefop), foram inseridos este ano no mercado de trabalho.

Fotografia: João Luhaco | Edições Novembro

A informação foi prestada ontem ao Jornal de Angola, na cidade do Lubango, pelo director provincial do Inefop, Joaquim Tchissuale, acrescentando que, de Janeiro a Agosto do corrente ano, entraram para o mercado de trabalho 1.828 jovens com idades compreendidas entre os 21 e os 40 anos, perfazendo assim um aumento de 74 ofertas de emprego, em relação ao mesmo período do ano anterior.
Segundo o director provincial do Inefop, mais de quatro mil candidatos, inscritos desde 2016, aguardam por ingresso no mercado de trabalho, todos eles com ha-bilitações literárias que vão do I Ciclo, ao ensino médio e superior. 
Joaquim Tchissuale informou que o Inefop encaminhou ainda para o Centro de Formação Profissional 454 jovens, para obterem conhecimentos de Cozinha e Pastelaria, Informática, Electricidade, Mecânica e Mesa e Bar.
“Desde 2014, devido à crise económica e financeira, a oferta e a procura de postos de trabalho reduziram significativamente, porque algumas empresas foram à falên-
cia por falta de suporte monetário e outras deixaram de contactar o Centro de Emprego em busca de especialistas cadastrados”, disse.
Joaquim Tchissuale defendeu a necessidade de as em-presas terem a cultura de procurar o Inefop para o preen-
chimento de vagas, o que, no seu entender, constituirá uma mais-valia na melhoria da actividade laboral e, consequentemente, contribuirá para o desenvolvimento do país.
“Temos feito visitas regulares em algumas empresas públicas e privadas, no intuito de persuadi-las a consultarem o Inefop, que detém o maior número de candidatos cadastrados, prontos para enfrentarem o mercado de trabalho”,  sublinhou Joaquim Tchissuale.
O director provincial do Instituto Nacional de Emprego e Formação Profissional assegurou que  até ao fim do ano, dentre outros desafios, se pretende trabalhar com as instituições do Estado e privadas, desenvolvendo campanhas de aquisição de ofertas de va-gas, na perspectiva de inserir-se mais jovens no mercado de trabalho, visando desta maneira a redução do índice de desemprego.

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