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Huíla intensifica acções para combater o sarampo

Arão Martins | Lubango

As autoridades sanitárias da província da Huíla estão a intensificar as acções de prevenção contra o sarampo, numa altura em que a região notificou, até ontem, 133 casos e 15 óbitos, revelou o representante local da Organização Mundial de Saúde (OMS).

As autoridades sanitárias da província da Huíla estão a intensificar as acções de prevenção contra o sarampo, numa altura em que a região notificou, até ontem, 133 casos e 15 óbitos, revelou o representante local da Organização Mundial de Saúde (OMS).
José Gomes informou que os casos foram registados nos municípios de Lubango, Caluquembe, Caconda, Chibia, Gambos, Chicomba, Humpata e Cuvango.
O responsável da OMS, que falava num encontro de advocacia sobre o programa “Viva a vida com saúde”, organizado pela direcção provincial da Saúde, referiu que todos os municípios possuem uma cobertura mínima de 80 por cento de vacinação de rotina.
José Gomes disse que o indicador de cobertura ainda continua baixo, o que faz com que haja surtos de sarampo em muitos municípios. Citou as localidades de Quipungo, Caconda e Chipindo, que ainda estão aquém dos 53 por cento, ao contrário de Caluquembe, que atingiu 100 por cento.
Quanto à paralisia flácida aguda, José Gomes referiu que nos municípios de Cuvango, Humpata e Chicomba, os indicadores apontam para o registo de dois casos cada.
O responsável da OMS disse que nos últimos 15 dias a vigilância das paralisias flácidas agudas e o sarampo, na província da Huíla, registou uma evolução positiva fruto do empenho dos técnicos em informar as comunidades.
José Gomes apontou a realização de campanhas de vacinação na província como o principal objectivo de momento.
Além disso, apontou como objectivos prioritários a interrupção da circulação do vírus selvagem da poliomielite, a detecção oportuna de todos os casos, redução da mortalidade de crianças menores de cinco anos por doenças preveníveis por vacinas, bem como a incrementação da vigilância integrada de doenças, no quadro do Programa Alargado de Vacinação.
Angola pertence à região africana da OMS, onde estão enquadrados outros países, como o Chade, República Centro Africana, Ruanda, Burundi, Congo Democrático, Gabão, Camarões e São Tomé e Príncipe, segundo José Gomes.
Entre 2010 e 2011, o mapa comparativo refere que, no ano passado, houve registo de vários casos de poliomielite a nível da fronteira com o Congo Democrático, o que provocou a infecção de muitas crianças angolanas.
Graças ao esforço levado a cabo e de forma sincronizada entre o Executivo e outros países, até ao primeiro semestre deste ano registaram-se apenas quatro casos de poliomielite em Angola, realçou José Gomes.

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