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Huíla melhora condições de habitabilidade

Arão Martins | Lubango

Os programas estruturantes criados e em implementação na província da Huíla estão a permitir expandir os bairros periféricos e a melhorar a qualidade de vida dos cidadãos, disse o vice-governador para o sector Técnico e de Infra-estruturas.

Vista parcial da cidade do Lubango onde decorrem várias acções para melhorar as condições de vida de famílias que vivem em zonas de risco
Fotografia: Arão Martins | Lubango-Edições Novembro

Nuno Mahapi Ndala, que falava em entrevista ao Jornal de Angola, acrescentou que os projectos estruturantes desenvolvidos pelo Executivo, através do governo provincial da Huíla, permitiram também minimizar a pressão de risco de muitas famílias que construíam moradias em zonas perigosas.
A criação das novas zonas urbanísticas da Eywa, referiu, com 14 mil hectares, e da Quilemba, 5 mil hectares, são exemplos mencionados pelo vice-governador provincial da Huíla para o sector Técnico e Infra-estruturas, Nuno Mahapi Ndala, como ganhos que estão a proporcionar condições de habitabilidade com segurança às famílias locais.
O vice-governador da Huíla para o sector Técnico e Infra-estruturas disse que a província cresceu com a criação de novos centros habitacionais nos catorze municípios. A construção de um conjunto de infra-estruturas sociais, económicas e desportivas merecerem também atenção especial.
As infra-estruturas dos Caminhos-de-Ferro de Moçâmedes, os programas de requalificação das zonas urbanas e periféricas, bem como a distribuição de água potável, energia eléctrica e as vias de acessos são exemplos que estão a contribuir substancialmente para a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos.
“A capital da província da Huíla (Lubango) é uma das cidades que mais cresceu nos últimos anos. Com este crescimento, houve a necessidade de criarmos novos centros habitacionais, onde foram acauteladas as principais infra-estruturas sociais fundamentais, nomeadamente o Caminho-de-Ferro de Moçâmedes e as linhas de distribuição de água potável, com vista a beneficiar as zonas onde foram feitos os novos assentamentos”, indicou. O governante esclareceu que o governo provincial da Huíla criou grandes centros habitacionais, que são o Projecto Eiva, com 14 mil hectares, e o da Quilemba, com 5 mil hectares. Os 5 mil hectares de espaço da Quilemba foram subdivididos em 11 unidades de execução, das quais duas para serem entregues à construção de projectos de subordinação central e as restantes para a auto-construção dirigida.
Explicou que é com este ganho que na centralidade da Quilemba está a crescer o programa de construção de 8 mil fogos habitacionais, dos 11 mil previstos, para dar suporte ao grande défice habitacional que a província da Huíla ainda regista. Na província da Huíla, salientou o governante, com vista a dar cobro às necessidades habitacionais que a região ainda vive e na perspectiva de se minimizar a questão, o Executivo subdividiu os programas de construção habitacional em dois: o  de construção dirigida, com a participação do governo local e central e o de implantação das centralidades, que são de subordinação central. 
Indicou que na centralidade da Quilemba, a maior franja de ocupação de solos está para a auto-construção dirigida. Interrogado sobre os projectos sociais em curso na região, Nuno Mahapi Ndala esclareceu que as acções são levadas a cabo em função das condições financeiras ao alcance do Governo da Província. O país, referiu, tem 18 províncias e a divisão dos orçamentos deve ter em conta o mosaico nacional. “Dos recursos financeiros que são disponibilizados, temos dividido para fazer a harmonização ou ligação da cidade velha e as novas centralidades. Ainda temos bairros da cidade do Lubango que merecem atenção especial do governo da província, no sector das águas, energia eléctrica e estradas. Este processo está a correr em função dos recursos financeiros disponíveis”, explicou o governante, que se mostrou esperançoso em dias melhores, tendo acrescentado que já se levaram para os bairros periféricos várias infra-estruturas, para melhorar a qualidade de vida da população.
O vice-governador provincial da Huíla para o sector Técnico e Infra-estruturas disse que a cidade do Lubango continua a ter um défice habitacional muito alto e que a preocupação do governo é a de continuar a trabalhar e a criar condições aceitáveis e condigna para as famílias. Mesmo para as famílias que já vivem em bairros com grande privilégio, salientou, deve continuar-se a criar condições seguras para que a sua qualidade de vida seja sempre salutar.
Os desafios de requalificação dos bairros da cidade do Lubango continuam, assegurou o vice-governador para o sector Técnico e de Infra-estruturas, afirmando que todos bairros da cidade do Lubango estão a merecer atenção especial.

Tratamento especial


O processo de realojamento de pessoas que viviam em zonas de risco na cidade do Lubango foi antecedido pela criação de melhores condições de habitabilidade para as famílias, garantiu o vice-governador para o sector Técnico e Infra-estruturas, Nuno Mahapi Ndala.
O responsável explicou que a cidade do Lubango cresceu e que haviam espaços que careciam de ser requalificados. “Neste processo houve a necessidade de se transferir algumas famílias que viviam em zonas de risco, nomeadamente as que construíram as suas casas por cima das linhas de água, próximo da linha férrea e, inclusive, no prolongamento de ruas”.
“Numa primeira fase, quando desenvolvemos este processo, as famílias foram acomodadas em tendas mas depois deu-se início à construção de casas, no programa de autoconstrução dirigida. Com isso, o governo criou condições de apoio às famílias, com a distribuição de tijolos, argila, chapas de zinco, areia e cimento, entre outros meios”, disse.
Ainda no âmbito do crescimento das novas zonas habitações o governo, sublinhou Nuno Mahapi Ndala, lançou, recentemente o projecto de construção de uma subestação para o abastecimento de energia eléctrica às famílias que habitam em diversas zonas identificadas, incluindo para os futuros moradores da centralidade da Quilemba.

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