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Huíla regista menos casos de malária

Arão Martins | Lubango

Um total 35.788 casos de malária foram registados no primeiro trimestre deste ano na província da Huíla, o que corresponde um decréscimo de 8.129 em relação a igual período do ano passado, revelou na quarta-feira, no Lubango, o chefe da Direcção Provincial da Saúde.  

Doença é uma das principais causas de morte de crianças e de mulheres grávidas
Fotografia: Domingos Cadência

Altino Matias admitiu que a diminuição dos casos de malárias deve-se a execução de programas específicos gizado pela Direcção Provincial da Saúde e do Governo local, mas disse que, apesar dos esforços, o sector continua a atravessar alguns problemas no que se refere ao combate das grandes endemias. 
“A província registou 43.917 casos no primeiro trimestre do ano passado, mas sublinhou que este número sofreu um decréscimo na ordem de 8.129, o que representa os esforços que têm sido feito pelas autoridades sanitárias no combate ao plasmódio”, explicou Altino Matias. 
A abertura de mais unidades sanitárias, o reforço das acções combinadas no controlo da doença que  o governo e seus parceiros têm levado a cabo contribuíram igualmente para redução da doença na província. Foram distribuído mosqueteiros tratados com biolarvicidas, pulverização intra e extradomiciliar.
O chefe da Direcção Provincial da Saúde considera mortífero o plasmódio, e recordou que se trata de uma das cinco maiores causas de morte em crianças menores de cinco anos de idade e mulheres grávidas. “A malária representa a primeira causa de morte e absentismo laboral e escolar. A doença tem não só um impacto negativo sobre a saúde das populações, mas como também no desenvolvimento social de sociedade, tornando-as mais pobres”, disse Altino Matias.
Relativamente a febre-amarela, Altino Matias disse que está a ser dado  uma particular atenção as pessoas afectadas. “A doença pode ser  evitada, mas, para tal, é necessário que o doente cumpra com as doses de vacinação”. Na província da Huíla, o programa de vacinação contra a febre-amarela está a ser cumprido em conformidade com as recomendações da Organização Mundial da Saúde OMS). 
O lançamento da campanha contra a febre-amarela foi aberta no mês passado, no município Quipungo. Nesta primeira fase, estão apenas contemplados as regiões de  Quipungo, Caconda e Caluquembe, onde foram disponibilizados 308.000 doses de vacinas.
O director provincial da Saúde na Huíla explicou que para o êxito da campanha foram destacados 224 profissionais do sector para a região do Quipungo, 216 em Caconda e as equipas de vacinação integram igualmente efectivos das Forças Armadas Angolanas (FAA) e da Policia Nacional.
Altino Matias destacou o envolvimento e a colaboração de toda a população a nível dos centros e postos de saúde e das famílias nas comunidades nas aldeias, que  garantem o sucesso e o impacto do programa, evitando novas infecções e mortes.
Entre Janeiro e Maio deste ano foram registados na província 147 casos suspeitos de febre-amarela.  Até ao momento foram vacinados, nos municípios de Caconda, 151.003 habitantes, e 167.357 em Quipungo.
Para  evitar a propagação da doença, Altino Matias disse que a ser executado acções que visam a melhoria do saneamento básico para o bem-estar das populações , sobretudo das áreas urbanas, periurbanas e rurais.
“É necessário também que se melhore a qualidade da água e do tratamento de resíduos sólidos. As comunidade precisam ser educadas para a necessidade da conservação do meio ambiente”, concluiu Altino Matias.

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