Províncias

Huíla tem mais 459 licenciados

Arão Martins | Lubango e Nicodemos Paulo | Uíge

O mercado de trabalho nas áreas de Direito, Economia e Medicina está reforçado com novos licenciados pela Universidade Mandume ya Ndemufayo, afecta à VI Região Académica, que abrange as províncias da Huíla e do Namibe.

Foram licenciados estudantes da Faculdade de Direito, Economia e Medicina
Fotografia: Edições Novembro

A cerimónia de outorga de diplomas decorreu, em simultâneo, na semana finda, nas províncias da Huíla e do Namibe. Foram no total 459 licenciados, dos quais 127 na Escola Pedagógica do Namibe e na Escola Politécnica do Namibe, e 171 nas unidades orgânicas com sede na cidade do Lubango, Huíla, sendo 53 na Faculdade de Direito, 67 na de Medicina e 51 na de Economia. 
“Desde 2014, que outorgamos ininterruptamente diplomas aos estudantes graduados na Universidade Mandume ya Ndemufayo e o número de licenciados vem subindo progressivamente de ano para ano, o que evidencia uma evolução notável no processo de formação de quadros e inserção de profissionais no mercado de trabalho”, disse o reitor da Universidade Mandume ya Ndemufayo (UMN), Orlando da Mata, acrescentando que já são 1.580 os quadros formados pela instituição, desde 2010, que têm conseguido afirmar-se na província e na região em particular e no país em geral.
Angola, salientou Orlando da Mata, é um país cujo percurso histórico está marcado pelos inúmeros desafios que superou e continua a superar e um desses desafios, de combater a elevada taxa de analfabetismo herdada do longo período colonial.
Disse que o crescimento graduado de licenciados e o número de estudantes demonstram as acções que se têm empreendido, no cumprimento da missão de produzir conhecimento, formar o cidadão e profissionais qualificados, empenhados no desenvolvimento sustentável de Angola.
Orlando da Mata afirmou que os vários ganhos conseguidos com a reforma nos subsistemas de ensino superior permitiram ao país formar os seus próprios quadros, o que está a permitir suprir o défice de mão-de-obra qualificada nos vários sectores de produção nacional.
Iniciada em 2009, indicou, a reforma do ensino superior, com o redimensionamento da Universidade Agostinho Neto, deu origem à criação de outras sete universidades públicas, que albergam várias unidades orgânicas, como faculdades, institutos superiores politécnicos, escolas pedagógicas e politécnicas, além de outras unidades. Oito anos depois da sua criação, acrescentou, pode-se dizer que a Universidade Mandume ya Ndemufayo tornou-se um dos maiores centros de produção de quadros nacionais, facto evidenciado pelo número de estudantes, que, em tão curto espaço de tempo, evoluiu de 871, em 2009, com apenas duas unidades orgânicas, a Faculdade de Direito e a de Economia, como núcleos da Universidade Agostinho Neto, para 8.107 matriculados no presente ano académico. Este facto, afirmou, está associado à paz alcançada no país, nos últimos 15 anos.
Orlando da Mata afirmou que o processo de formação de quadros na Universidade Mandume ya Ndemufayo já caminha sobre uma base sólida e tem cumprido, efectivamente, com o Plano Nacional de Formação de Quadros (PNFQ).
“A par disso, continuamos a trabalhar afincadamente para que a UMN seja uma universidade consolidada nos padrões clássicos e modernos, reconhecida pela excelência no ensino, na qualidade e na produção do conhecimento, um espaço de expressão cultural e extensão, voltado para o desenvolvimento sustentável de Angola”, garantiu. 
Orlando da Mata garantiu que a instituição está empenhada em aumentar a oferta de vagas, com cursos de graduação e na oferta de cursos de pós-graduação nas instituições, explorando ao máximo os acordos de cooperação firmados com instituições de ensino congéneres, entre nacionais e estrangeiras.
“Essas associações de instituições do ensino superior de que somos filiados, particularmente a Associação das Universidades de Língua Portuguesa, que temos a honra de presidir nos próximos três anos, um feito alcançado no dia 2 de Julho de 2017, durante a realização do 27º encontro da Associação das Universidades de Língua Portuguesa, mostram o reconhecimento de que o ensino superior angolano tem espaço lusófono forte e confere uma grandeza peculiar à Universidade Mandume ya Ndemufayo e a todas instituições do ensino superior angolanas”, disse Da Mata.
O reitor da Universidade Mandume ya Ndemufayo anunciou que, em 2018, a cidade do Lubango vai albergar o 28º encontro da Associação das Universidades de Língua Portuguesa e o ganho vai ser uma oportunidade única, para que se possa interagir e tirar o maior proveito da maior e mais prestigiada rede de universidades de língua portuguesa, de forma a valorizar a “nossa cultura, aproximar as dinâmicas científicas, multiplicar os intercâmbios nos domínios do ensino e da investigação científica e consolidar as parcerias estratégicas.”
Orlando da Mata agradeceu o apoio do governo provincial prestado à Universidade Mandume ya Ndemufayo em todos os momentos desde a sua criação, tendo contribuído para as conquistais alcançadas e alicerçar as bases que hoje permitem aspirar a voos mais altos.

Médicos

O reitor da Universidade Mandume ya Ndemufayo mostrou-se satisfeito com o número de médicos formados desde 2015.
Segundo Orlando da Mata, em 2015 a Faculdade de Medicina formou os primeiros 47 médicos, em 2016, 45, e, em 2017, a mesma Faculdade apresentou mais 67 médicos, totalizando 159.
Esses números, disse o reitor, evidenciam os esforços imensuráveis que o Governo tem empreendido para a melhoria contínua das condições de vida das populações, e, nesse particular, para levar assistência médica a todos os cidadãos.
“Esses números também nos enchem de orgulho e nos incentivam a duplicar esforços, para que o número de médicos formados na UMN continue a crescer nos próximos anos”, adiantou.
Orlando da Mata garantiu que estão a ser desenvolvidos esforços para a aquisição de novas instalações de raiz, uma oferta do Governo Provincial da Huíla.
As instalações, reconheceu Orlando da Mata, vão conferir melhores condições de trabalho e um aumento na melhoria da qualidade de ensino nessa unidade orgânica da Universidade Mandume ya Ndemufayo.
“Sabemos que não são simplesmente as instalações que garantem a melhoria da qualidade de ensino. Essa melhoria assenta essencialmente no homem. São os homens que formam e contribuem com o seu saber para a produção de conhecimentos”, sublinhou o reitor da universidade, acrescentando que a instituição vai continuar a proporcionar a formação e superação contínua dos docentes, para exercerem com brilho e profissionalismo a profissão.

Mercado de trabalho é reforçado no Uíge

Um total de 227 licenciados pela Universidade Kimpa Vita em Enfermagem, Direito, Contabilidade e Gestão, Agronomia, Economia e Engenharia Informática estão desde ontem à disposição do mercado de trabalho na província do Uíge.
O reitor da Universidade Kimpa Vita afirmou que, apesar das dificuldades económicas do país, a instituição que dirige tem assumido as melhores práticas didácticas/pedagógicas e realizado experiências científicas no campo, para dotar os estudantes de bagagem técnica e prática, um exercício que tem permitido melhorar a qualidade dos formados. João Gaspar encorajou os recém-diplomados a adoptarem as melhores práticas no exercício da actividade laboral, prestigiando assim a formação recebida e contribuírem com eficácia para o desenvolvimento das empresas e comunidades.
“A actual conjuntura económica do país exige criatividade, eficácia e rigor na execução das tarefas profissionais e a sociedade espera isso mesmo de vocês”, disse.
A vice-governadora para o sector Político e Social, Maria e Silva, que presidiu a cerimónia de outorga de diplomas, encorajou os licenciados a contribuírem para o crescimento das empresas e organismos onde estiverem inseridos, sejam eles públicos ou privados. Maria e Silva disse aos laureados que a actual conjuntura económica do país não deve enfraquecer o entusiasmo, mas sim estimular a criatividade dos jovens no empreendedorismo e na pesquisa científica, com vista a apresentar soluções concretas para os problemas contemporâneos. O engenheiro agrónomo Nzayadio António disse que, terminado o curso, vai trabalhar para rentabilizar todo o conhecimento técnico adquirido durante a formação, melhorando a produção agrícola nas propriedades da família.

 

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