Províncias

Huilanos plantam milhares de árvores

Arão Martins | Lubango

A direcção provincial da Agricultura e Ambiente plantou, ao longo do ano 2012, 70.000 árvores diversas, nos 14 municípios que compõem a província da Huíla, no quadro do programa de repovoamento florestal e conservação ecológica.

Governo Provincial pede que se acabe com o abate indiscriminado de árvores
Fotografia: Arão Martins | Lubango

A direcção provincial da Agricultura e Ambiente plantou, ao longo do ano 2012, 70.000 árvores diversas, nos 14 municípios que compõem a província da Huíla, no quadro do programa de repovoamento florestal e conservação ecológica.
O director provincial da Agricultura, Desenvolvimento Rural, Pescas e Ambiente, Lutero Campos, que prestou a informação na abertura da campanha “Natal ecológico”, disse que do total de árvores, 15 mil foram plantadas na cidade do Lubango e arredores.
Lutero Campo esclareceu que ao longo do período, foram plantadas árvores florestais, como acácias, eucaliptos e cedros.
Foram igualmente plantadas, com a ajuda de várias associações, árvores de fruteiras como mangueiras, limoeiros, abacateiros, com efeitos positivos na preservação do ambiente ecológico.
Actualmente e face a concretização do programa, disse, o município da Jamba, 315 quilómetros a leste da cidade do Lubango, possui em cada casa três a quatro árvores, realçando que o desmatamento que se registou em várias regiões causou efeitos maléficos e torna-se imperioso contrapor tal situação.
Para contornar a situação, o governo da província da Huíla, através da direcção local da Agricultura e Ambiente, tem estado a criar, em torno das localidades, uma cintura de material vegetativo vocacionado para fazer o sequestro do dióxido de carbono, através da plantação de árvores. Afirmou que o governo da Huíla tem estado a desenvolver, além da plantação de árvores, o processo de sensibilização das famílias para que se abstenham de efectuar o abate de árvores de forma inapropriada.
“O governo, através da nossa direcção tem estado a sensibilizar os cidadãos, pois que hoje todos equipamentos que produzem gases que têm efeito de estufa devem ser banidos, isto é, desde equipamentos de ar condicionado que tenham gás não convencional”, alertou.
Outra preocupação, indicou o responsável, tem a ver com as grandes fumigações que se assiste, principalmente de meios rolantes, pois libertam gás nocivo.
A viatura quando está a fumegar muito, isso indica que os equipamentos mecânicos não estão a funcionar e devem ser substituídos ou parar. Lutero Campos avançou que o processo de sensibilização tem abrangido os camponeses que precisam também das matas. “O desmatamento deve ser praticado apenas em locais onde se queira implementar a agricultura”, defendeu.
A mensagem abrange as famílias que se têm dedicado ao descasque de árvores para a produção de colmeias. “Existem produtos mais artesanais e é escusado destruir árvores”, alertou.
Para a consolidação do processo de sensibilização, a direcção da Agricultura e Ambiente tem feito demonstrações sobre os benefícios das árvores. As árvores têm benefícios aceitáveis. “Se for fruteira o cidadão conta com a fruta e se for para extracção de madeira deve se fazer o desgaste de forma orientada e vender a madeira paulatinamente, sem necessidade de se recorrer ao abate em grande escala mesmo para a construção”, alertou.

Tempo

Multimédia