Províncias

INAC realiza inquérito sobre abuso sexual a menores

Arão Martins | Lubango

Um inquérito sobre o fenómeno de abuso sexual a menores e a sua incidência no VIH/Sida está a ser realizado, desde sexta-feira, na Huíla, pelo Instituto Nacional da Criança (INAC) para identificar os autores e locais da prática.

As crianças de todo o mundo devem viver felizes e merecem tudo de bom, várias ONG apoiam muitos meninos desfavorecidos
Fotografia: Dombele Bernardo

Um inquérito sobre o fenómeno de abuso sexual a menores e a sua incidência no VIH/Sida está a ser realizado, desde sexta-feira, na Huíla, pelo Instituto Nacional da Criança (INAC) para identificar os autores e locais da prática.
Para a concretização do programa, o INAC está a promover encontros de partilha com os agentes governamentais e não governamentais, igrejas, sociedade civil e autoridades tradicionais. O director provincial do INAC na Huíla, Abel Chico Joaquim, disse que, para o sucesso da actividade, vão ser montados dois telefones SOS na cidade do Lubango, para a denúncia de casos de violência contra a criança.
Iniciativa do governo da província, o projecto conta com o envolvimento da direcção provincial da Justiça e visa elaborar programas que atribuam responsabilidade da paternidade e assistência alimentar.
Aquele responsável disse que a Constituição da Republica consagra a criança como prioridade absoluta para o seu desenvolvimento físico, psíquico e cultural. Daí que o programa vise identificar e penalizar de forma exemplar aqueles que violem e abusem sexualmente de crianças, salientou.
Abel Chico Joaquim admitiu haver casos de abuso sexual a menores praticados por adultos na província. Explicou que a situação preocupa o conselho provincial da criança, que reuniu, na cidade do Lubango, responsáveis provinciais da Comunicação Social, Família e Promoção da Mulher e líderes de Organizações Não-Governamentais.
 
Campanha de sensibilização

Pelo menos 100 crianças da Organização do Pioneiro Angolano (OPA) efectuaram ontem, nas artérias da cidade do Lubango, uma campanha, com vista a mobilizar os automobilistas sobre os cuidados a terem com crianças.
A actividade, promovida pela direcção provincial do INAC, em parceria com o comité municipal do MPLA, também serviu para esclarecer os automobilistas sobre a necessidade de se banir o trabalho infantil.
Judite Jaime, da organização da campanha, considerou o trabalho como das piores formas de violência contra a criança, por estas actividades laborais impedirem, muitas vezes, que os menores tenham acesso à educação.
Acrescentou que as actividades que comprometem a sua dignidade e auto-estima, que prejudiquem o seu desenvolvimento físico, social e psicológico, bem como as que exigem responsabilidades excessivas em nada contribuem para o bem da criança.
Daí que Judite Jaime diga considerar importante a mobilização e sensibilização da população para a mudança de comportamento. “O trabalho de rua é cruel e perigoso, ameaçando o desenvolvimento físico e psicológico, colocando em risco permanente a própria vida da criança, que é exposta a todas as situações que nela concorrem”, rematou.

Tempo

Multimédia