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Incineradora começa a funcionar em breve

Estanislau Costa | Lubango

Uma potente incineradora eléctrica destinada ao tratamento adequado dos resíduos hospitalares vai ser instalada em breve no maior hospital da região sul, o Dr. António Agostinho Neto, situado no Lubango.

Investimento efectuado tanto em recursos humanos como em meios materiais torna o hospital uma unidade de referência no país
Fotografia: Arimateia Baptista | Lubango

A aquisição e montagem de equipamento moderno permite ao hospital central do Lubango, na Huíla, deixar de se preocupar com o depósito das enormes quantidades de resíduos sólidos produzidos diariamente nas várias unidades.
O director clínico do hospital central, Zola Diakussekele, disse à imprensa que o banco de urgência, bloco operatório, área de análises, ortopedia e outras, figuram como as maiores produtoras de resíduos tóxicos, que não podem ser depositados em qualquer lugar.
A incineradora actual do hospital funciona a carvão vegetal, o que torna a destruição completa do lixo produzido no hospital muito demorada.
Também os serviços de Raio X passam a funcionar com a qualidade exigida, graças à instalação na cave do hospital de um aparelho sofisticado de ressonância magnética com grande capacidade. Projectado numa área nobre de 40 mil metros quadrados, o hospital possui oito andares e uma área rés-do-chão enorme, graças às obras de ampliação e remodelação, orçadas em mais de quatro mil milhões de kwanzas.
Com as obras a unidade passou a ter capacidade para internar 520 pacientes e dispõe de um número considerável de enfermeiros, 86 médicos, entre nacionais e estrangeiros, na sua maioria cubanos. Estas novas condições asseguram qualidade e conforto ao atendimento dos doentes da Huíla e das províncias do Cunene e Namibe.
O reforço do pessoal médico permite serviços de diversas especialidades, com destaque para cardiologia, hemodiálise, dermatologia, demografia, oftalmologia, anatomia patológica, gases medicinais, área de cuidados extensivos moderna, laboratórios completos, fisioterapia e pediatria.
O investimento efectuado no central, tanto em recursos humanos como em meios materiais (equipamento), torna-a uma unidade de referência a nível nacional, explicou um técnico, que acrescentou haver pacientes e familiares que “já não se deslocam à Namíbia em busca da cura de certas doenças”.

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