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Incumpridores sem acesso a mais obras

Domingos Mucuata | Cuvango

As construtoras que operaram na Huíla que não cumpram os contratos passam a estar impedidas de participar em concursos públicos de adjudicação de obras de impacto social, anunciou o governador provincial.

João Marcelino Tyipinge, que visitou várias obras sociais na comuna de Galangue que registam atrasos de três anos, disse custar-lhe acreditar no que viu, pois a construção de uma escola do ensino primário e de um centro de saúde por acabar foi paga na totalidade.
Em função disso, garantiu, o Governo Provincial não adjudica mais obras àquela construtora.As autoridades do Galangue afirmaram que, devido ao atraso na conclusão da escola com 12 salas, milhares de crianças estão fora do sistema de ensino.
O governador revelou que as empresas incumpridoras vão responder perante a justiça e que enviou os seus nomes aos outros Governos Provinciais para impedir que sejam cometidos os mesmos erros. A comuna de Galangue tem 57 escolas, embora apenas três de construção definitiva, que no ano passado acolheram cerca de 6.729 alunos.Por outro lao, a fuga de professores admitidos em concursos públicos, colocados no interior do município do Cuvango, preocupa as autoridades tradicionais que denunciaram a situação ao governador da província.  Sobas da comuna de Galangue lamentaram que a maioria das aldeias esteja sem professores e enfermeiros que abandonaram as localidades onde tinham sido colocados por falta de casa.
“As nossas aldeias não dispõem de professores e enfermeiros”, salienta um comunicado das autoridades tradicionais.

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