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Inserção no Sistema Nacional de Saúde defendida em fórum realizado na Huíla

Benigno Narciso | Lubango

A regulamentação e inserção do exercício da actividade da medicina tradicional no Sistema Nacional de Saúde foi uma das principais recomendações do I Seminário Regional Sul, realizado no fim-de-semana, na cidade do Lubango, Huíla.

Fórum considerou necessário garantir a segurança das terapias naturais e as boas práticas
Fotografia: João Gomes

A regulamentação e inserção do exercício da actividade da medicina tradicional no Sistema Nacional de Saúde foi uma das principais recomendações do I Seminário Regional Sul, realizado no fim-de-semana, na cidade do Lubango, Huíla.
O fórum, promovido pela Casa Civil da Presidência da República, visou identificar os mecanismos para a integração da prática da medicina tradicional no Sistema Nacional de Saúde, de modo a garantir a sua assistência medicinal com eficácia, segurança e qualidade às populações.
O vice-ministro da Saúde, Carlos Alberto Masseca, frisou que o Executivo pretende criar os mecanismos jurídico-legais necessários à promoção das boas práticas, no sentido de garantir o acesso equitativo, autenticidade, eficácia e segurança da terapia da medicina tradicional.
Carlos Alberto Masseca afirmou que o carácter multidisciplinar e sectorial da Política Nacional da Medicina Tradicional implica que vários sectores do Governo estejam envolvidos na elaboração e aplicação da estratégia.
O governante informou que foi constituída uma equipa técnica composta por representantes da Casa Civil da Presidência da República, dos ministérios da Agricultura, Desenvolvimento Rural e das Pesca, da Saúde, Ensino Superior Ciência e Tecnologia, Cultura, Justiça, Comércio e Indústria, do Ambiente e da Comunicação Social, para que os objectivos traçados sejam eficazes.
Referiu ser fundamental que os diversos quadrantes sociais, como Organizações Não-Governamentais, terapeutas, associações de camponeses, igrejas, universidades, sector empresarial e organismos internacionais possam contribuir com propostas e estratégias, com vista à definição de um instrumento de consenso nacional, elaborado de forma participativa e descentralizada.
As acções em curso visam também articular os programas e as acções dos terapeutas nacionais e de outras nacionalidades às medidas do Executivo e, deste modo, definir as estratégias a seguir, com vista a criar um quadro de concertação e de maximização dos resultados.
O ministro reforçou que a estratégia a encontrar para a aplicação da Política Nacional da Medicina Tradicional vai ser um instrumento para a aplicação prática. O sucesso desse passo exige um compromisso do Governo, em conjunto com todos os quadrantes da sociedade, para tornar o programa uma responsabilidade colectiva.
O evento decorreu, no anfiteatro da Universidade Mandume Ya Ndemufayo e contou com a participação de representantes das províncias do Cunene, Namibe e Huíla, além de membros do Executivo, estudantes, terapeutas tradicionais e membros da sociedade civil.

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