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Instituição concede bolsas para os mais desfavorecidos

André Amaro | Lubango

Ao todo, 250 estudantes sem possibilidades financeiras para custear as despesas inerentes à formação superior, na província da Huíla, vão beneficiar de bolsas de estudo internas.

Bernardino Gabriel presidente do ISCED
Fotografia: Arimateia Baptista | Lubango

Ao todo, 250 estudantes sem possibilidades financeiras para custear as despesas inerentes à formação superior, na província da Huíla, vão beneficiar de bolsas de estudo internas.
As verbas vão ser disponibilizadas pelo Instituto Nacional de Bolsas de Estudos (INABE), disse ontem o presidente da Associação de Estudantes do Instituto Superior de Ciências de Educação do Lubango (ISCED), Bernardino Gabriel, no final de um encontro com os responsáveis da instituição benevolente.
As candidaturas estão abertas desde o passado dia 7 para estudantes matriculados nas diversas instituições do ensino superior, devendo os interessados apresentar documentos de identificação, entre os quais atestado de pobreza, até ao dia 29 de Abril.
O dirigente estudantil esclareceu que a prioridade vai para os filhos de antigos combatentes da pátria e para os cidadãos que apresentarem a referida declaração de pobreza.
Desde 2008 que a província beneficia de bolsas de estudo internas, tendo já formado, graças a elas, mais de 500 jovens.
Segundo dados avançados por Bernardino Gabriel, a expansão do ensino superior no país fez com que o número de bolsas internas disponíveis para a província fosse reduzido de 350 para 250 por ano. Os candidatos apurados recebem um subsídio, no valor de 60 mil kwanzas mês, destinando-se a custear as propinas, livros e outras despesas inerentes à formação superior.
As bolsas são renovadas anualmente, mediante o comprovativo do rendimento dos estudantes registados, através do sector académico de cada instituição, que emite uma declaração de notas e, em caso de reprovação, o subsídio é reduzido em 50 por cento.
Bernardino Gabriel informou que, depois de terminar os cinco anos de formação superior, os bolseiros são inseridos directamente na função pública, através de um protocolo entre o INABE e outras instituições. Quando começam a trabalhar, aos primeiros salários é descontado, mensalmente, 50 por cento do valor atribuído pelo INABE.

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