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Institutos médios garantem emprego através de parcerias com empresas

André Amaro | Lubango

Um total de três escolas secundárias e um Instituto Médio Politécnico foram construídos de raiz pelo Governo Provincial nos últimos quatro anos, na província da Huíla, para facilitar o acesso à formação académica, técnica e profissional dos jovens.

As instituições têm colocado no mercado de trabalho técnicos agrários e de construção civil que trabalham em vários projectos
Fotografia: André Amaro |Lubango

Um total de três escolas secundárias e um Instituto Médio Politécnico foram construídos de raiz pelo Governo Provincial nos últimos quatro anos, na província da Huíla, para facilitar o acesso à formação académica, técnica e profissional dos jovens.
Localizadas no Nambambi, Lubango e Arimba, as escolas secundárias dispõem de laboratórios de Bioquímica e Física, salas de informática e campos polivalentes para a prática desportiva. De igual modo, o Instituto Médio Político da Humpata está equipado com oficinas, sala de informática para formar quadros nas áreas técnicas profissionais de construção civil, electricidade e canalização.
Ainda nesse período, foi erguido o magistério primário do Nambambi, e reabilitados e modernizados o Instituto Médio de Economia do Lubango e a Escola de Formação de Professores.
Os dados constam do relatório de balanço das acções executadas pelo Governo Provincial da Huíla de 2008/2012 apresentado à sociedade civil.
O documento refere que, em 2008, a província da Huíla tinha apenas em funcionamento o Instituto Médio de Economia do Lubango, Escola de Formação de Professores e o Instituto Agrário do Tchivinguiro.   
Com as novas instituições, o número de alunos matriculados no ensino secundário do 1º ciclo passou de 25.582 no ano de 2008, para 59.610, havendo um crescimento de 34 mil alunos neste sistema de ensino.
Actualmente, o número de alunos matriculados no ensino secundário do 2º ciclo a nível da província da Huíla é de 19.263 contra os 18.543 do ano de 2008. O crescimento foi de 720 novos alunos. O relatório refere que, nos últimos quatro anos, o número de professores do ensino geral na província passou de 17.645 para 20.625, tendo havido um aumento de 2.979, fruto dos concursos públicos realizados.
Com a construção de novas escolas e o aumento de professores, foi possível melhorar a qualidade de ensino e reduzir para 61.242 contra 77.775, o número de alunos matriculados no ensino de adultos.
O Instituto Médio Politécnico da Humpata lançou os primeiros quadros formados nas especialidades de Construção Civil e Electricidade para o mercado de trabalho em 2011, depois de três anos de funcionamento.
A directora do Instituto Médio Politécnico da Humpata, Constância dos Santos, esclareceu que o estabelecimento começou a funcionar em 2008 e os  primeiros 144 finalistas entrou no mercado de trabalho em 2011. Na sua maioria ingressaram em empresas de construção civil que operam na província da Huíla, no âmbito de uma parceria existente com o instituto e que consiste em estágios feitos pelos alunos antes de terminarem a formação. Quando têm bom aproveitamento acabam por ser admitidos como empregados.
Constância dos Santos anunciou que a instituição prevê nos próximos tempos abrir outros cursos técnicos profissionais para responder à procura de quadros a nível da província e do país em geral.

Tchivinguiro

Em média, 80 técnicos médios de agronomia nas especialidades de Produção Animal, Produção Vegetal, e Gestão Agrária concluem todos os anos o Instituto Médio Agrário do Tchivinguiro, na província da Huíla.
O director da instituição, Pedro Hebo, disse que, em média, a escola coloca todos os anos no mercado de trabalho entre 70 a 80 técnicos médios agrários que vão trabalhar em vários projectos agro-pecuários a nível nacional.
A instituição tem recebido alunos provenientes das províncias de Benguela, Cunene, Kuando-Kubango e Luanda para frequentarem as especialidades que a instituição lecciona.
Tchivinguiro possui um internato com duas alas - masculina e feminina -  possui fazendas agrárias para as aulas práticas, canal de irrigação e outras condições que permitem um ensino de qualidade, daí a razão da grande afluência.
Apesar de haver outros Institutos Agrários a nível nacional, a instituição continua a receber alunos provenientes de províncias como Benguela, Bié, Luanda, Cunene e Namibe, e até de Cabo Verde e Moçambique.

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