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Itália constrói matadouros nos municípios

Domingos Mucuta | Lubango

Os municípios da província da Huíla vão passar a dispor de matadouros rurais a partir do próximo ano, graças a um protocolo assinado na quarta-feira, no Lubango, pelo governador da Huíla, João Marcelino Tyipingue, e o presidente do Conselho Regional de Abruzzo (Itália), Nazario Pagano.

Governador João MarcelinoTyipingue e o presidente do Abruzzo Itália Nazario Pagano
Fotografia: Domingoas Mucuta| Lubango

A construção de matadouros nos 14 municípios da província vai permitir o abate de animais em condições de higiene e prevenir a transmissão de doenças, como zoonoses, às pessoas.
O acordo, que abrange as áreas da saúde, hotelaria e turismo, prevê consultoria veterinária e a realização de um levantamento do gado bovino na Huíla, para o qual vão ser disponibilizados cerca de 700 milhões de kwanzas. A experiência italiana em veterinária mostra que a realização do censo permite a definição de estratégias de actuação, para o melhor controlo das doenças dos animais e evitar a contaminação das pessoas.
 “A construção de matadouros rurais em todos os municípios vai proporcionar melhores condições de sanidade e evitar o abate de cabeças de gado nos mercados informais e ao ar livre, uma das principais razões para a infecção da carne e derivados”, explicou um veterinário de Abruzzo integrado na delegação italiana que visitou a Huíla. O protocolo agora assinado prevê ainda o aumento do número de técnicos sanitários enviados a Itália, para frequentarem cursos de curta e longa duração em várias áreas da medicina, conforme as necessidades de quadros do sector.
Nazario Pagano sublinhou a importância do trabalho de consultoria que a Itália pode oferecer para a dinamização o sector pecuário, tendo principalmente em vista a economia das famílias da província.
O governador João Marcelino Tyipingue agradeceu o apoio da Itália na prevenção de doenças animais na região com mais gado bovino do país e comunicou a abertura da província para acolher empresários italianos interessados em investir na província.
“Este é o primeiro passo de uma grande caminhada. Há mais aspectos por explorar a nível da agricultura, indústria, geologia e minas, nos quais a Itália tem uma vasta experiência de actuação. Estamos abertos a todos os interessados em nos ajudar a reconstruir o país”, convidou.

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