Províncias

Jornalistas envolvidos no combate à malária

Arão Martins | Lubango

O envolvimento dos sewrviços comunitários e o sector privado, na mobilização da população para a mudança de comportamentos em relação à malária e as grandes endemias, é uma das recomendações saídas do primeiro seminário regional Sul dirigido aos jornalistas dos órgãos de comunicação social decorrido no Lubango.

Luta contra a malária levou profissionais da comunicação social a discutir sobre a melhor forma de manter as comunidades informadas
Fotografia: Maria Augusta

O envolvimento dos sewrviços comunitários e o sector privado, na mobilização da população para a mudança de comportamentos em relação à malária e as grandes endemias, é uma das recomendações saídas do primeiro seminário regional Sul dirigido aos jornalistas dos órgãos de comunicação social decorrido no Lubango.
O seminário, realizado sob o lema “Jornalistas formados, população informada, malária controlada”, reuniu profissionais dos órgãos de comunicação social públicos e privados das províncias do Kuando-Kubango, Cunene, Namibe, Kwanza-Sul e Huambo, na cidade do Lubango.
Os participantes defenderam a promoção de encontros regulares de reflexão sobre temas ligados
à saúde com a participação do público, jornalistas, representantes de instituições governamentais, ONG´s, embaixadas e sector privado.
Os jornalistas recomendaram, também, a utilização dos meios de difusão massiva como rádio, televisão, jornal e Internet, bem como palestras, teatros, cartazes e panfletos para informar o público as acções para melhorar o saneamento do meio, tratamento da água e o uso de mosquiteiros.
Durante três dias, os profissionais debateram temas sobre “A situação da malária em África e em Angola”, “Direitos humanos e direitos da saúde” e “Os jornalistas e mudança de comportamento”.
O vice-governador da Huíla para a Área Social, Sérgio da Cunha Velho, chamado a encerrar o certame, realçou a importância do uso das línguas maternas na transmissão de informações, sensibilização da população sobre a malária e grandes endemias.
“O uso das línguas maternas faladas nas diferentes regiões do país, em rádios e televisão, vão permitir a maior compreensão das populações sobre os cuidados a ter na redução das mortes causadas por malária e grandes endemias”, referiu.
O governante disse que as metas estão traçadas. “Com a conjugação de esforços de todos, temos a certeza de que nos próximos dois anos vamos ter a malária controlada”, precisou.
Entrega de mosquiteiros
à população da Tchavo
 
A Rede Nacional de Jornalistas Contra a Malária e Grandes Endemias entregou, no fim-de-semana, à população da Tchavola, nos arredores da cidade do Lubango, dois mil mosquiteiros tratados com insecticidas.
A Rede Nacional, que assume o estatuto de parceiro do Ministério da Saúde no combate a malária e às grandes endemias, entregou, também, roupa usada, calçados
e dinheiro.
 “Propusemos apoiar as iniciativas do Ministério da Saúde no combate a malária e estamos a sensibilizar a população sobre a importância da prevenção da doença, com o uso de mosquiteiros”, disse Jaime Molossane, coordenador da rede
A entrega dos mosquiteiros na Tchavola, afirmou, é o início de várias acções dos jornalistas para a redução da morte por malária e e na luta contra as grandes endemias.
A coordenação da Tchavola manifestou-se satisfeita com a distribuição de mosquiteiros à comunidade.
O coordenador do bloco 4, Piedade Chita, lembrou que “a malária é uma doença muito perigosa e uma das principais causas de mortalidade infantil”.

Tempo

Multimédia