Províncias

Jovens apresentaram inquietações

André Amaro| Matala

Os participantes no Encontro Metodológico da Juventude, realizado no município da Matala, província da Huíla, consideraram o diálogo como a única solução para resolver os problemas da juventude, sobretudo o da falta de oportunidades.

Os participantes no encontro analisaram entre outros assuntos a corrupção no sistema de ensino assim como os casos de injustiça e que provoca frustração em muitos jovens
Fotografia: André Amaro| Huíla


O encontro, que se realizou sob o lema “Juventude: Dialogar para Desenvolver” e foi orientado pela vice-governadora para a área Política e Social da província, Maria João Chipalavela, e pelos directores provinciais, teve por objectivo encontrar mecanismos que permitam avançar na resolução dos problemas dos jovens. Nesse sentido, os participantes consideraram importante que as autoridades governamentais incrementem o Angola Investe, Balcão Único do Empre­endedor e Meu Negócio Minha Vida, para facilitar a inserção dos jovens no mercado de trabalho.
O secretário executivo do Conselho da Juventude no município da Chibia, Jesus Miguel, considerou positivo o encontro, por ter permitido aos jovens exporem as suas preocupações livremente. No entanto, aguarda com expectativa que os problemas apresentados no encontro sejam resolvidos na prática e os jovens consigam alcançar os seus objectivos, para que possam contribuir para o desenvolvimento do país.
O administrador municipal da Matala, Miguel Vicente, salientou que o diálogo é a melhor forma de dar solução aos múltiplos problemas que afectam a sociedade, sobretudo a juventude, e  assegurou haver vontade em resolver estas situações por parte das autoridades.

Encontrar caminhos
/>Durante as cinco horas de debate, os jovens expuseram as suas preocupações, entre as quais a necessidade de serem construídos centros de formação profissional, a fraca qualidade do ensino e a exiguidade de vagas nos concursos públicos.
A corrupção no sistema de ensino, que tem estado na base da má formação de quadros qualificados, assim como o problema da justiça social, que provoca a frustração de muitos jovens, foram outras questões apontadas pelos participantes, oriundos dos 14 municípios da Huíla. A vice-governadora recordou que a Constituição da República de Angola estabelece que os jovens devem gozar de protecção social, para a efectivação dos seus direitos e­conómicos, sociais e culturais, assentes nas leis das políticas para a juventude.
Maria Chipalavela referiu que o Executivo aprovou, em 2005, o Plano Executivo de apoio à Juventude, que foi reformulado em 2012 para poder dar resposta mais célere às principais inquietações e anseios da juventude.
Este instrumento, referiu, protege a juventude em relação ao acesso ao emprego, educação, ensino, saúde e formação profissional, a­lém do empreendedorismo juvenil e criação de espaços de lazer.

Tempo

Multimédia